Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Estudantes da USP, Unicamp e Unesp ampliam greve por permanência estudantil e denunciam sucateamento da educação pelo governo Tarcísio
Brasil

Greve reúne estudantes de USP, Unicamp e Unesp por moradia e bolsas

Mobilização começou na USP, chegou à Unicamp e à Unesp e prevê marcha ao Palácio dos Bandeirantes na quarta-feira (20).

Estudantes da USP, da Unicamp e da Unesp ampliaram uma greve que cobra políticas de permanência, moradia, bolsas e mais recursos para as universidades estaduais de São Paulo. O movimento começou há mais de um mês na USP e ganhou adesão em cursos da Unicamp e em campi da Unesp.

Na próxima quarta-feira (20), estudantes da capital paulista pretendem marchar até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Eles reivindicam mais investimentos e criticam o que classificam como precarização da educação pública durante a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Conflito na USP

Na USP, a paralisação ocorre há mais de um mês e atravessa um impasse com a reitoria. Pedro Chiquitti, estudante de História e diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE-USP), afirmou que, mesmo após duas mesas de negociação, as decisões da administração têm sido “bastante unilaterais”.

A tensão aumentou depois da desocupação da reitoria pela Polícia Militar. A ação terminou com quatro estudantes detidos e pessoas feridas no domingo (10). Chiquitti também disse que os alunos estavam há 15 dias sem receber comunicação da reitoria, apesar de pedidos feitos por vias formais.

Na quarta-feira (13), a USP anunciou a criação de uma Comissão de Resolução de Conflitos. A medida tenta reabrir o diálogo após cartas de apoio assinadas por mais de uma centena de docentes. Os estudantes, porém, receberam a iniciativa com desconfiança.

Também há críticas a um projeto de lei apresentado por deputados ligados ao MBL. A proposta prevê expulsão ou impedimento de matrícula para estudantes que participarem de ocupações.

Adesão na Unicamp

Na Unicamp, ao menos 20 cursos aderiram à greve. Entre as reivindicações estão melhores condições na moradia estudantil, reajuste das bolsas e oposição à terceirização de serviços como o Restaurante Universitário e a limpeza.

O comando de greve aponta problemas de manutenção e superlotação na moradia do campus de Barão Geraldo. Os estudantes também cobram um cronograma de concursos e o aumento imediato das bolsas de auxílio-permanência.

A reitoria informou que as atividades essenciais seguem funcionando normalmente e marcou uma reunião entre uma comissão da administração e lideranças estudantis para a próxima segunda-feira (18). A universidade também anunciou a compra de um terreno de 44 mil metros quadrados, com investimento de R$ 20 milhões, para ampliar a moradia estudantil.

Paralisações na Unesp

Na Unesp, a greve avançou em Bauru, Marília e no Instituto de Artes, na capital. Em Bauru, houve interrupção em cursos da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) e da Faculdade de Ciências (FC). Em Marília, a mobilização se concentra na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC).

Os estudantes questionam o valor do auxílio-aluguel em Bauru e os efeitos dos cortes orçamentários sobre a pesquisa e a extensão em Marília. No Instituto de Artes, alunos e parte dos docentes pedem reformas no prédio, além de equipamentos para as aulas práticas.

A Unesp informou que destinou R$ 110,7 milhões às políticas de permanência estudantil em 2026. Segundo a universidade, 7.746 estudantes receberam algum tipo de auxílio em 2025, e 17 unidades têm restaurantes universitários.

A instituição disse ainda que o orçamento de 2026 foi elaborado com déficit de R$ 189 milhões. As despesas foram fixadas em R$ 4,98 bilhões, contra receitas de R$ 4,79 bilhões. A reitoria afirmou reconhecer o direito de manifestação dos alunos e disse que as unidades podem alterar o calendário se as aulas forem afetadas.

As três universidades defendem a revisão do repasse do ICMS, principal fonte de financiamento das estaduais. A reivindicação será levada ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que publicou uma nota em defesa do pluralismo, da diversidade de opiniões e do espírito democrático e republicano na quinta-feira (14).

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5