Luís Castro foi demitido pelo Grêmio neste domingo (13), um dia depois da derrota por 2 a 1 para o Vasco, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada após reuniões da diretoria no CT Luiz Carvalho.
O coordenador técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comandará a equipe contra o Botafogo na quarta-feira. Paralelamente, o clube busca um novo treinador. Renato Portaluppi é o primeiro nome da diretoria, que deve acelerar as negociações no começo da semana.
Pressão no Campeonato Brasileiro
O Grêmio está na 15ª posição, com 28 pontos, mesma pontuação do Vasco, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. Os critérios de desempate mantêm a equipe fora do Z-4.
A campanha tem sete vitórias, sete empates e 12 derrotas. O time também não venceu como visitante nas 26 primeiras rodadas. A pressão aumentou após o resultado contra um concorrente direto na luta contra a queda.
A direção esperava uma reação depois do período de férias e treinamentos provocado pela Copa do Mundo, mas o Grêmio não conseguiu manter uma sequência positiva no retorno da temporada.
Números e saída da comissão
Luís Castro comandou o clube em 50 partidas, com 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas. Foram 66 gols marcados e 51 sofridos, com aproveitamento de 47%.
O português conquistou o Campeonato Gaúcho em março e levou o Grêmio à semifinal da Copa do Brasil. Também comandou a eliminação para o Bolívar nos playoffs das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Após a queda no torneio, torcedores pediram o retorno de Renato Portaluppi. As manifestações voltaram depois da derrota para o Vasco.
A demissão ocorreu poucos dias depois de o CEO Alex Leitão afirmar que Castro permaneceria até o fim da temporada. No fim de agosto, após a derrota para o Bragantino, o executivo de futebol Paulo Pelaipe disse que “tudo na vida tem limite”.
Contratado no fim de 2025 para substituir Mano Menezes, Castro tinha contrato até dezembro de 2027. O acordo não previa multa rescisória específica, mas o Grêmio terá de pagar os valores restantes. O custo aproximado do treinador e da comissão era de R$ 2 milhões mensais.
Também deixam o clube os auxiliares Vítor Severino e Pedro Mané, o preparador de goleiros Daniel Correia, o analista Nuno Baptista e os preparadores físicos Nuno Cerdeira e Roberto Júnior, o Betinho. A saída dos seis integrantes exige uma reorganização no departamento de futebol.
Essa é a primeira demissão de treinador da gestão do presidente Odorico Roman, que assumiu o Grêmio em dezembro. Felipão prepara a equipe para o próximo jogo enquanto a diretoria procura um nome para afastar o clube do Z-4 e conduzi-lo na semifinal da Copa do Brasil.








