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Garimpo na Amazônia cresceu mais no governo Bolsonaro, aponta monitoramento
Brasil

Garimpo na Amazônia cresceu mais no governo Bolsonaro, aponta monitoramento

Dados da Amazon Mining Watch mostram expansão de áreas de mineração de ouro durante governos Bolsonaro e Lula, em ritmos diferentes.

Dados da plataforma Amazon Mining Watch apontam que as áreas de mineração de ouro na Amazônia quase dobraram durante o governo de Jair Bolsonaro. No início de 2019, eram 201,5 mil hectares monitorados por imagens de satélite. Quatro anos depois, o número chegou a 401,5 mil hectares — uma área equivalente a 3,3 vezes a cidade do Rio de Janeiro e 92% maior que no começo da gestão.

A ferramenta usa inteligência artificial para analisar imagens Sentinel-2, com resolução de 10 metros. Durante o governo de Lula 3, a expansão registrada foi de 24,3%, levando a área total de garimpo na Amazônia a 499 mil hectares até a metade deste ano. O texto associa o ritmo menor ao aumento das ações de fiscalização, principalmente em terras indígenas e com apreensão de máquinas usadas por criminosos ambientais.

Fiscalização e relações políticas

Durante a gestão Bolsonaro, uma investigação citada no texto apontou que Eduardo Bim, então presidente do Ibama, pediu a fiscais que aliviassem a fiscalização sobre uma empresa investigada por falsificar lavras de extração de ouro.

Outro caso mencionado envolve Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo Bolsonaro. Uma investigação afirmou que um dos chefes do garimpo na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, participou da articulação da fuga de Ramagem para os Estados Unidos. Ramagem é apontado como foragido da Justiça e condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista.

O texto também relaciona a exploração ilegal de ouro no Brasil à situação da Venezuela. Em 18 de setembro, 31 toneladas em barras de ouro eram negociadas para transferência da Venezuela ao Banco Central dos Estados Unidos, conforme informação atribuída ao Financial Times.

A Venezuela criou, em 2016, o Arco Mineral do Orinoco, uma zona de mineração destinada a gerar receitas para o governo de Nicolás Maduro. A área, segundo o texto, passou a ser controlada por organizações chamadas de sindicatos, em conluio com militares corruptos. Grupos criminosos continuariam usando a estrutura do país para contrabandear e lavar ouro, inclusive com origem em garimpos de territórios indígenas brasileiros.

O texto afirma ainda que Flávio Bolsonaro sinalizou disposição para permitir uma intervenção dos Estados Unidos contra o crime organizado caso seja eleito. Também sustenta que experiências de presença norte-americana na Colômbia, no Peru, no México e na Venezuela não eliminaram a ilegalidade e tiveram efeitos sobre a valorização de produtos ilícitos, a violência e a reorganização de grupos criminosos.

A conclusão apresentada é que uma parceria desse tipo poderia deixar ao Brasil os danos ambientais e sociais da mineração ilegal, enquanto os ganhos ficariam com os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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