O apoio de Augusto Cury (Avante) a Flávio Bolsonaro (PL) veio acompanhado de um documento com compromissos para um eventual governo, entre eles a pacificação do Brasil e a promessa de governar para diferentes correntes políticas. Flávio afirmou que concordou com as condições e assinou o termo durante uma transmissão em seu canal no YouTube.
O documento prevê ainda o fim da reeleição para presidente da República e medidas nas áreas de educação, saúde e agricultura. Entre as propostas apresentadas por Cury está a de dobrar a produção de alimentos do Brasil nos próximos dez anos.
Flávio disse que o apoio recebido não representa uma autorização irrestrita. Ao comentar o conteúdo do termo, afirmou: “Concordo 100%”. Segundo o candidato, o texto também estabelece que o governo não deve ser guiado por vingança, rancor, perseguição ou ressentimento político.
Declarações sobre Lula
Na mesma live, Flávio afirmou que, caso seja eleito, não pretende continuar em conflito com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele declarou que quer olhar para frente e trabalhar pela pacificação do país.
“Vou pacificar este País. Sou a única pessoa com condições para pacificar”, disse. Flávio também pediu que Lula desista de disputar o segundo turno e afirmou que o presidente poderia apoiá-lo posteriormente.
A fala ocorreu após críticas frequentes de Flávio ao petista. Entre os termos usados por ele para se referir a Lula estão “Opala Velho”, “pinguço” e “vagabundo de nove dedos”.
Posição de Augusto Cury
Em um vídeo exibido na transmissão, Cury afirmou que seu apoio foi acompanhado de exigências e não incluiu pedido de cargos ou influência. O ex-candidato disse ter apresentado propostas e cobrado um governo para todos, sem ódio ou vingança.
Cury também ressaltou que sua decisão não era incondicional e que ele e a população cobrariam o cumprimento do compromisso assumido por Flávio.








