O Grêmio foi proibido pela FIFA de registrar novos jogadores. A punição, divulgada nesta sexta-feira (9), vale por três janelas de transferências, mas pode ser encerrada antes caso o clube quite a dívida relacionada à decisão financeira.
O que muda para o clube
O bloqueio impede a inscrição de atletas em transferências nacionais e internacionais. Na prática, o Grêmio pode negociar com outro clube e chegar a um acordo, mas isso não autoriza o registro do jogador nem permite que ele seja disponibilizado para atuar.
A sanção também não exige que o time cumpra necessariamente as três janelas completas. Pelas regras do Tribunal do Futebol da FIFA, a punição por descumprimento de uma decisão financeira permanece até o pagamento da dívida, com limite de três períodos completos e consecutivos de registro.
No caso do Grêmio, a quitação é o caminho para retirar o impedimento. A administração da entidade também pode suspender a punição. Em dezembro de 2025, o clube pagou cerca de R$ 7 milhões ao Granada, da Espanha, por uma pendência ligada à contratação de Arezo.
Diferença para a restrição brasileira
A punição da FIFA tem alcance diferente da medida adotada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) em 25 de agosto.
Na ocasião, o Grêmio apresentou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um plano para pagar aproximadamente R$ 16 milhões em dívidas. Com isso, passou a precisar de autorização da Anresf para registrar novos jogadores.
A medida brasileira permitia os registros desde que os gastos mensais com salários de jogadores e comissão técnica não ultrapassassem a média dos seis meses anteriores à apresentação do plano de pagamento.
Agora, o transfer ban da FIFA impede novos registros enquanto estiver ativo. O cumprimento das exigências da Anresf, por si só, não encerra a punição internacional.








