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Ex-funcionárias de Julio Iglesias entram com nova ação por abusos sexuais
Brasil

Ex-funcionárias de Julio Iglesias entram com nova ação por abusos sexuais

As mulheres dizem ter sofrido agressões sexuais e maus-tratos durante o trabalho em propriedades nas Bahamas e na República Dominicana.

Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentaram uma nova ação judicial contra o cantor por denúncias de agressão sexual, assédio e condições degradantes de trabalho. A iniciativa foi anunciada nesta sexta-feira (4) pela ONG Women's Link Worldwide, que representa as mulheres.

As denunciantes afirmam que sofreram agressões sexuais e maus-tratos enquanto trabalhavam em propriedades do artista nas Bahamas e na República Dominicana, em 2021. Na ação apresentada nesta quinta-feira, elas relatam supostas “situações contínuas de assédio e agressões sexuais” e condições de trabalho degradantes.

Disputa sobre a competência da Justiça

As mulheres já haviam apresentado uma denúncia em janeiro. O caso foi arquivado pela Justiça espanhola, que entendeu não ter competência para analisar fatos ocorridos nas Bahamas e na República Dominicana.

A Women's Link Worldwide afirma que os tribunais espanhóis podem julgar o caso com base em uma lei que permite investigar crimes ligados ao território espanhol quando existem conexões relevantes com o país. A organização também declarou que, pela mesma regra, a Espanha pode julgar um cidadão espanhol por um crime cometido no exterior se a conduta também for considerada crime no local onde ocorreu.

“Segundo essa lei, se um cidadão espanhol comete um crime fora da Espanha, o país pode julgá-lo”, afirmou a ONG em comunicado.

A diretora-executiva da organização, Jovana Ríos Cisnero, disse que “o Estado espanhol tem a obrigação de garantir o acesso à Justiça em condições de igualdade”.

Julio Iglesias, de 82 anos, negou as acusações e classificou os relatos como “absolutamente falsas”. O cantor também afirmou não ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher.

Em janeiro, a Procuradoria da Audiência Nacional, tribunal de Madri especializado em casos complexos e crimes cometidos por espanhóis no exterior, informou que o arquivamento não impedia as denunciantes de recorrerem a outras instâncias judiciais.

Nascido em 1943, Iglesias vendeu mais de 300 milhões de discos e ficou conhecido por músicas como “Soy un truhán, soy un señor”, “Gwendolyne” e “Me olvidé de vivir”. A carreira dele ganhou destaque na década de 1970, antes de uma fase de sucesso em Miami.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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