Autoridades da Flórida e do Alabama decretaram estado de emergência e determinaram evacuações em áreas sob risco com a aproximação do furacão Isaías. O sistema deve chegar aos Estados Unidos esta noite ou na madrugada de sábado, segundo previsão do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
No condado de Escambia, no noroeste da Flórida, a retirada de moradores de algumas áreas costeiras começou ao meio-dia de quinta-feira por causa da possibilidade de inundações. Em Pensacola, equipes de empresas de energia elétrica foram instaladas em hotéis com máquinas e equipamentos para atender possíveis cortes de luz. Abrigos também foram disponibilizados.
Trajetória e riscos
Isaías alcançou a categoria 3, em uma escala que vai até 5, e segue em direção à costa dos Estados Unidos pelo Golfo do México. O furacão apresenta ventos máximos sustentados de 195 km/h, está a 275 km da foz do rio Mississippi e se desloca a 24 km/h.
A área sob expectativa de impacto fica entre a foz do rio Mississippi, o Alabama e a Flórida. Além da força dos ventos, o ciclone pode provocar chuvas intensas, inundações repentinas e elevação do nível do mar nas regiões costeiras. O NHC orientou os moradores a acompanhar as autoridades locais e deixar o local se houver determinação.
As autoridades federais informaram que coordenam medidas com os governos locais. “Àqueles que estão na trajetória da tempestade, pedimos que façam a sua parte para estarem preparados”, disse Markwayne Mullin, secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, na rede social X.
Isaías é o primeiro furacão do ano no Atlântico e chegou a essa condição em outubro, o período mais tardio para o surgimento do primeiro furacão da temporada desde pelo menos 1905, conforme a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A temporada oficial no Atlântico ocorre de 1º de junho a 30 de novembro. A NOAA relaciona a diferença em relação ao Pacífico ao El Niño, que aquece as águas da região e altera padrões de vento e chuva. Entre os furacões do Pacífico está o Polo, que atingiu a categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson.








