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Documentos citam decreto ao cancelar residência de Rogério Tomaz Jr. na Argentina
Brasil

Documentos citam decreto ao cancelar residência de Rogério Tomaz Jr. na Argentina

Jornalista brasileiro diz que medida tem motivação política e afirma que pode recorrer da proibição de entrada no país.

Documentos da Direção Nacional de Migrações (DNM) citam um decreto de 2025 para justificar o cancelamento da residência permanente do jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. na Argentina. A decisão também impede a entrada dele no país por cinco anos.

Tomaz recebeu residência permanente em janeiro de 2022. Segundo o jornalista, o documento tinha validade até 2037. As autoridades migratórias alegaram que ele não permaneceu tempo suficiente em território argentino para manter o benefício, porque não residia regularmente no país desde 2022.

O jornalista contesta essa justificativa. Ele afirma que continuou viajando para a Argentina e que, somente em 2026, passou 36 dias no país. A decisão foi tomada em 5 de agosto, uma semana depois de sua saída, segundo o relato de Tomaz.

Disputa nas redes sociais

Tomaz foi impedido de entrar na Argentina nesta segunda-feira (12), depois de desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. Ele assinou os documentos do procedimento e aguardava um voo de retorno ao Brasil.

Em áudio compartilhado com contatos pelo WhatsApp, o jornalista disse suspeitar de motivação política. Ele relacionou a medida aos embates ocorridos entre julho e agosto com apoiadores e integrantes do governo do presidente argentino Javier Milei, especialmente Juan Pablo Carreira, conhecido como Juan Doe, diretor de Comunicação Digital da Presidência argentina.

“Se trata realmente de uma questão política”, afirmou Tomaz. Ele também disse ter recebido tratamento cordial das funcionárias responsáveis pelo procedimento migratório e declarou que não cometeu nenhum delito.

As informações apresentadas pelo jornalista indicam uma suspeita, mas não comprovam que a decisão tenha sido tomada por causa das críticas ao governo. Neste ano, outro decreto do governo Milei passou a permitir a proibição de entrada e a expulsão de estrangeiros acusados de ter “dirigido mensagens de ódio ou incitado a violência contra o povo argentino ou seus cidadãos”.

Tomaz afirmou que pode recorrer da sanção, mas avalia que não conseguirá recuperar a residência permanente. Ele deixou a Argentina com destino ao Brasil e, após desembarcar em Guarulhos, seguiria para Brasília, onde mora.

Livro sobre o governo Milei

O jornalista produz conteúdos sobre os impactos econômicos e sociais das medidas adotadas pelo governo argentino, como cortes nos gastos públicos, privatizações e inflação. Ele também trabalha em um livro sobre a gestão de Milei, com previsão de publicação em fevereiro de 2027.

Antes de deixar o país, Tomaz disse que viajou para produzir registros sobre a situação econômica argentina. “Vim para registrar imagens que mostrem ao Brasil e ao mundo a crítica situação econômica do país e a escalada autoritária deste governo de extrema direita”, escreveu.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federal Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a deportação e manifestaram solidariedade ao jornalista.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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