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Cheque de US$ 5 mil de Trump pode pressionar inflação nos EUA
Brasil

Cheque de US$ 5 mil de Trump pode pressionar inflação nos EUA

Promessa de pagamento a adultos americanos custaria até US$ 1,4 trilhão e dependeria de autorização do Congresso.

A promessa de Donald Trump de pagar US$ 5.000 a cada adulto americano pode elevar ainda mais a inflação nos Estados Unidos. O país registra inflação ao consumidor de 3,4%, acima da meta de longo prazo do banco central, de 2%.

O cálculo mais amplo prevê 276,8 milhões de pessoas com mais de 18 anos. Se todas recebessem o valor, o custo chegaria a US$ 1,4 trilhão (R$ 7,14 trilhões). Caso o benefício fosse limitado aos cidadãos americanos, a despesa cairia para US$ 1,27 trilhão.

Pressão sobre os preços

Economistas classificam pagamentos diretos e sem condições como dinheiro de helicóptero. A avaliação é que uma transferência de aproximadamente US$ 1,27 trilhão aumentaria a demanda justamente quando os preços já sobem, em parte por causa do choque energético ligado à guerra com o Irã.

Uma pesquisa divulgada pelo Federal Reserve Bank de St. Louis apontou que os estímulos fiscais da pandemia, que também incluíram apoio a empresas, acrescentaram 2,6 pontos percentuais à inflação americana.

Durante a pandemia, o Congresso aprovou pagamentos destinados a contribuintes que cumpriam requisitos de renda e a seus dependentes. Um desenho semelhante teria custo menor do que a distribuição para todos os adultos.

Limites legais e fonte do dinheiro

A Constituição impede o presidente de usar recursos do Tesouro sem verba aprovada por lei. Por isso, um pagamento desse porte precisaria de autorização do Congresso.

A legislação federal também proíbe oferecer dinheiro em troca de votos e restringe promessas de benefícios financiados pelo governo em troca de apoio político. A proposta pode escapar dessas regras por ser apresentada como promessa de campanha e alcançar todos os adultos, sem considerar como cada pessoa votou.

As tarifas não resolveriam o problema no curto prazo. O governo arrecadou US$ 195 bilhões (R$ 996 bilhões) em tarifas aduaneiras no ano fiscal de 2025. Um desembolso de US$ 1,4 trilhão consumiria aproximadamente sete anos dessa receita.

Além disso, a Suprema Corte anulou em fevereiro as principais tarifas de Trump. O Departamento do Tesouro teve de reembolsar importadores com juros, e a receita aduaneira líquida ficou negativa de maio a julho.

Reação democrata

Trump já fez promessas semelhantes no passado, mas elas nunca se concretizaram. A nova proposta foi criticada por democratas.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chamou a promessa de “do homem mais corrupto que já ocupou o Salão Oval”. O deputado Jamie Raskin, de Maryland, classificou a iniciativa como a mais recente manobra de uma “presidência incrivelmente imprudente e disfuncional”.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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