A restrição à navegação no Estreito de Ormuz e os ataques no Oriente Médio levaram o petróleo Brent a US$ 101,21 por barril nesta quarta-feira (9). O valor representa alta de 3,4% no contrato para entrega em novembro e marca o retorno a um patamar não visto desde julho.
O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 3,25%, para US$ 96,05 por barril, com entrega prevista para outubro.
"A recente alta dos preços do petróleo reflete a intensificação das tensões no Oriente Médio", disse Andy Lipow, da consultoria Lipow Oil Associates. Para ele, o mercado considera que uma solução para o conflito está sendo adiada e que o tráfego pelo estreito continuará limitado, mantendo a interrupção no fornecimento.
Teerã afirmou que atacou cerca de dez embarcações que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. A ação teria ocorrido em resposta à ofensiva dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos no dia anterior. A Guarda Revolucionária do Irã também comunicou um ataque a uma base aérea na Jordânia usada por forças americanas.
Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de diesel chegou a US$ 5,94 nesta quarta-feira, contra US$ 3,70 no fim de fevereiro. Os dados são da Associação Automobilística dos EUA.
Natasha Kaneva, analista do JPMorgan, afirmou que países fora do Oriente Médio aumentam a produção de petróleo. Entre eles estão Brasil, Venezuela, Canadá, Estados Unidos e Guiana. Andy Lipow avalia, porém, que esse avanço não compensa os volumes perdidos na região do Golfo.









