CUPERTINO (Califórnia) — A Apple pode conquistar quase 30% da demanda global por smartphones dobráveis até o fim deste ano, segundo a empresa de pesquisa IDC. A projeção coloca o primeiro iPhone desse tipo no centro da estratégia da companhia, que apresentará o aparelho nesta quarta-feira (9).
O dispositivo deve ser chamado de iPhone Ultra e ter preço inicial de 2.000 dólares (10.000 reais). Quando fechado, o telefone deverá usar uma tela externa menor. Aberto, terá uma tela muito maior, no formato adotado pela Samsung em seus modelos dobráveis.
A categoria ainda representa menos de 2% da produção global. A IDC estima que a participação da Apple na demanda possa chegar a 40% em 2027. Para Kiranjeet Kaur, diretora associada de pesquisa da IDC, a entrada da empresa pode alterar a disputa entre fabricantes na China e em outros mercados.
“É muito provável que o iPhone dobrável da Apple modifique a dinâmica competitiva tanto na China como nos mercados globais”, declarou Kaur.
Primeiro grande evento de Ternus
A apresentação será realizada na sede da Apple, em Cupertino, na Califórnia. O evento também marcará a estreia de John Ternus como CEO, após a saída de Tim Cook em 1º de setembro.
Aos 51 anos, Ternus entrou para a equipe de design da Apple em 2001. Ele avançou até liderar as equipes de engenharia responsáveis por toda a linha de produtos da empresa, incluindo os iPhones, que respondem pela maior parte da receita da companhia.
A Apple não lança um produto considerado estrela desde os AirPods, há 10 anos. A apresentação ocorrerá em meio à escassez de chips, cenário que provocou aumento nos preços de todos os dispositivos.
A Samsung lançou o Galaxy Fold, primeiro smartphone dobrável de uso em larga escala da indústria, em 2019. No ano passado, a empresa sul-coreana apresentou uma versão atualizada, o Galaxy Z Fold, também com preço inicial de 2.000 dólares.









