A segunda fase do reset da Xbox reduziu o Halo Studios e concentrou vários estúdios sob o controle de Bethesda, Activision e Playground Games. Para o analista Joost Van Dreunen, criador da SuperJoost Playlist e professor da NYU Stern, o movimento representa uma “aquisição reversa em câmera lenta”.
Van Dreunen afirmou no LinkedIn que as publicadoras compradas pela corporação passaram a incorporar estúdios construídos anteriormente pela própria empresa. Na avaliação dele, a reorganização também tem lógica administrativa. “A reorganização coloca suas franquias sob gerências que têm um melhor histórico de lançamentos”, disse.
Disputa por identidade
O analista avaliou ainda que a Xbox ampliou bastante sua operação de jogos próprios, mas não alcançou o mesmo nível de efetividade de concorrentes como Electronic Arts e Take-Two Interactive.
Para James McWhirter, da Omdia, a divisão de games ainda não definiu totalmente sua identidade. A empresa continuaria interessada em ser dona de um console, enquanto o foco na publicação de jogos multiplataforma teria reduzido sua capacidade de competir com Sony e Nintendo.
McWhirter também apontou efeitos do Game Pass sobre o modelo de negócios. Na visão dele, o serviço deslocou parte dos gastos com compras únicas para a receita de assinaturas, enquanto o portfólio próprio não alcançou o potencial esperado por causa de objetivos conflitantes.
Eliott Rhys, da Alinea Analytics, afirmou que a Xbox passou a operar mais como uma publicadora do que como dona de uma plataforma. Já Manu Rosier, da Newzoo, considerou que a concentração de estilos de jogos em divisões específicas pode melhorar o planejamento e evitar disputas entre títulos pelos mesmos jogadores.
Rosier também avaliou que a franquia Halo, agora sob o comando da Activision, pode alternar lançamentos com Call of Duty. Segundo ele, essa organização pode reduzir a pressão sobre a série de tiro, que continua popular, mas teria perdido qualidade ao manter um calendário anual de estreias.








