Jogadores de League of Legends e Wild Rift relatam a presença recorrente de racismo, xenofobia, homofobia e misoginia nas partidas. As denúncias também questionam a resposta da Riot Games aos casos registrados dentro dos jogos.
Os relatos incluem ofensas contra pessoas que usam campeões negros, como Senna, Lucian e Ekko. Segundo a autora dos relatos, comentários racistas aparecem pelo menos duas vezes por semana, inclusive no lobby ou antes do início da partida.
Ofensas e denúncias
A hostilidade também é descrita em partidas com jogadores de diferentes servidores. Brasileiros relatam receber ofensas de estrangeiros, incluindo o uso de “mono”, termo que significa macaco em português. Comentários sobre assédio e estupro também são apontados como frequentes nos chats.
A autora afirma ter feito diversas denúncias e enviado tickets com detalhes dos casos. Na avaliação dela, o retorno costuma informar que a análise é confidencial e, quando há punição, geralmente envolve o bloqueio temporário do chat. O sistema oficial da Riot orienta que “denúncias feitas dentro do jogo são a forma mais rápida e fácil de sinalizar comportamentos ruins”.
O texto também questiona se a mobilização nas redes sociais seria necessária para que uma denúncia receba atenção. Como exemplo, menciona o streamer Yiok, banido novamente pela Riot Games em menos de 30 minutos após abrir o League of Legends. A empresa passou a banir streamers conforme o que eles falam ou fazem durante as partidas.
Reclamações continuam
Publicações compartilhadas pela autora citam jogadores que afirmam ter sido ofendidos por racismo e que continuam encontrando pessoas denunciadas dentro do jogo. Também há críticas a punições consideradas insuficientes, como a troca de nickname ou suspensões temporárias.
A autora defende diretrizes capazes de criar um ambiente seguro e saudável nos dois jogos. Para ela, atualizações, reformulações e eventos não resolvem o problema enquanto comportamentos discriminatórios continuarem sem punições consideradas adequadas.









