Um microcontrolador da Espressif agora consegue executar o primeiro Tomb Raider, lançado em 1996, a 30 quadros por segundo. A adaptação foi criada por Alejandro Villegas Alonso, que levou o OpenLara ao ESP32-P4, chip de baixo consumo com dois núcleos RISC-V a 400 MHz.
O OpenLara é uma recriação de código aberto do motor original. No ESP32-P4, o projeto usa o renderizador de software da versão para DOS, em vez do caminho em OpenGL. O chip é do tipo usado em campainhas inteligentes.
Imagem ampliada pelo próprio chip
A CPU desenha cada quadro por software na resolução de 320×240, próxima à versão de MS-DOS. Depois, o acelerador 2D PPA amplia a imagem para 1024×600. Como essa etapa fica a cargo do acelerador, os núcleos não precisam fazer a ampliação e o jogo mantém os 30 fps.
Os dados ficam nos 32 MB de PSRAM, enquanto os arquivos de salvamento são gravados em um cartão microSD. O hardware também conta com decodificadores de MP3 e Ogg, permitindo a reprodução das músicas e das cenas.
Arquivos originais são obrigatórios
O código do OpenLara está sob a licença GPL-3.0, mas o jogo não é distribuído com o projeto. Para montar a instalação, é preciso copiar para uma pasta do cartão microSD os próprios arquivos de Tomb Raider 1, incluindo fases, imagens e cenas.
“O jogo não roda sem eles”, escreveu Alejandro Villegas Alonso no repositório do projeto.
Um teclado USB também é obrigatório. As setas controlam o movimento, Ctrl executa ações e espaço faz o personagem pular. O repositório exige ainda um ESP32-P4 anterior à revisão 3.0 do chip.
O código completo está disponível no GitHub. A placa ESP32-P4-Function-EV-Board aparece no mercado estadunidense por cerca de US$ 55, com tela, câmera e cabos. A versão inclui os componentes necessários para testar a adaptação em um dispositivo portátil experimental.








