A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra em 3 de setembro de 2026, marcando, segundo a empresa, a chegada de agentes autônomos capazes de controlar computadores e executar tarefas complexas. O anúncio ocorreu dois dias após o lançamento do Claude Fable 5.1, da Anthropic.
Greg Brockman, presidente da OpenAI, afirmou que os modelos já alcançaram capacidade equivalente à humana. “Acho que já chegamos lá”, disse em entrevista ao The Washington Post.
O Astra usa o novo harness Codex, que apresentou velocidade 1,9 vezes maior no teste Mind2Web. Em uma avaliação de busca por apartamentos, o modelo concluiu a tarefa em 2 minutos e 54 segundos, enquanto um operador humano levava mais de seis horas.
Desempenho e preço
O modelo também foi testado no Blender e no Unreal Engine 5, onde pode modelar uma casa e transformá-la em uma cena 3D jogável. No KiCad, projeta o traçado de placas de circuito impresso.
Na programação, o Astra obteve 57,9% no Terminal-Bench 4.0. O sistema mantém anotações estruturadas e consulta sessões anteriores de depuração quando precisa recuperar informações.
A OpenAI definiu preços de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. O acesso é destinado a assinantes Plus, Pro e Business, além de desenvolvedores pela API.
Risco cibernético
O GPT-6 Astra recebeu o nível de ameaça “Crítico” no protocolo interno de segurança cibernética da OpenAI. Em avaliações sem medidas de proteção, atingiu 100% no ExploitBench e explorou vulnerabilidades de forma autônoma em navegadores reforçados.
Em outro conjunto de testes, identificou duas vulnerabilidades de dia zero desconhecidas pelos seres humanos e criou ataques para executar código remotamente.
Para controlar esse risco, a OpenAI adicionou um sistema de monitoramento em segundo plano, capaz de interromper o processamento caso o raciocínio do modelo se desvie. As funções ofensivas mais sensíveis ficaram restritas a atores estatais e parceiros certificados pelo programa Daybreak.









