Grand Theft Auto 6 (GTA 6) deve evitar referências diretas a políticos e acontecimentos do mundo real. O jogo tem estreia marcada para 19 de novembro e, segundo Rupert Humphries, vice-presidente sênior de narrativa da Rockstar Games, a decisão está ligada ao longo tempo de desenvolvimento da série.
Em entrevista à Love Magazine, Humphries afirmou que cada capítulo precisa considerar o risco de envelhecer rapidamente. Por isso, GTA 6 seguirá a linha dos jogos anteriores e não fará comentários políticos muito diretos, principalmente sobre os Estados Unidos.
A exceção citada pelo roteirista foi o quarto capítulo numerado da franquia. De acordo com ele, o jogo foi lançado em um contexto no qual não era possível ignorar os ataques de 11 de setembro e o Ato Patriota.
Uma Flórida distorcida
GTA 6 será ambientado na Flórida, mas não vai reproduzir fielmente o estado. Humphries explicou que a equipe criou uma versão distorcida do local, com personagens, guerras culturais, teorias da conspiração e reações variadas do público a situações cotidianas.
“Ao fazer um jogo na Flórida, há muito com o que podemos trabalhar”, disse Humphries. Ele afirmou que esses elementos foram organizados de forma exagerada e ajustados para se tornarem atemporais.
O roteirista também declarou que o game não será exatamente um reflexo do mundo real. Para ele, se a Rockstar Games dependesse demais da realidade, seria mais interessante sair de casa e viver a vida real do que jogar.
A proposta é abordar aspectos reconhecíveis do cotidiano sem transformar o título em uma reprodução fiel do presente. Assim, situações bizarras e debates presentes na vida real devem aparecer de forma ampliada dentro do universo do jogo.








