O remake de Magic Knight Rayearth chega à Crunchyroll em 7 de outubro com uma proposta que, para o diretor Yui Miura, diferencia a obra dos isekais modernos: colocar o amadurecimento e os sacrifícios no centro da história.
Criado pela CLAMP, Magic Knight Rayearth acompanha Hikaru, Umi e Fū, três garotas do ensino fundamental transportadas para o mundo mágico de Cefiro. Lá, elas recebem poderes, enfrentam perigos e precisam lidar com medos, ferimentos e escolhas que afetam o destino daquele lugar.
Miura avalia que muitos isekais atuais apresentam protagonistas que ganham habilidades extraordinárias logo no início ou pouco depois. Essa estrutura costuma priorizar a satisfação de acompanhar um herói capaz de vencer batalhas com facilidade. Em Rayearth, porém, as personagens desenvolvem força física, mágica e emocional ao longo da jornada.
“É uma história sobre amadurecimento e os sacrifícios que o acompanham”, afirmou Miura. Para ele, a evolução das três garotas é mais importante do que a exibição de poderes ou a superação rápida dos adversários.
Amizade e escolhas
A obra também se diferencia por não concentrar sua trama em romance. O vínculo entre as três protagonistas é construído pelo respeito mútuo, pelo apoio diante das fraquezas e pelo desejo de voltar para casa.
Segundo Miura, Hikaru, Umi e Fū passam a questionar os princípios que conduzem o mundo de Cefiro. No fim, elas assumem a responsabilidade pelas próprias decisões, em vez de esperar que outra pessoa resolva a situação. O diretor relaciona essa autonomia à identificação do público atual com histórias sobre mulheres que escolhem seus próprios caminhos.
O anime original foi lançado na década de 1990. Anunciado em 2024, o remake marca os 30 anos da obra, preserva a história original e atualiza a arte. A produção é do E&H production, em colaboração com a TMS Entertainment, responsável pelo anime original.








