O preço médio dos PCs pode subir de 5% a 20% no quarto trimestre de 2026, segundo Jason Chen, presidente e CEO da Acer. Ele prevê que o pico seja atingido em meados de 2027 e que os valores comecem a cair no segundo semestre daquele ano.
Chen também rejeita a possibilidade de a escassez de memória continuar até 2030. “É impossível a escassez durar até 2030”, afirmou o executivo.
Oferta de memória
Na avaliação de Chen, a oferta esteve disponível para quem quis comprar e o mercado agora tem muitos vendedores em potencial para poucos compradores. Ele considera que os módulos DDR4 e DDR5 já estão disponíveis em quantidade suficiente.
O executivo também cita fabricantes da China continental, que estariam colocando novos volumes no mercado. Segundo ele, os estoques de memória voltaram a crescer. A falta de componentes estaria concentrada em alguns processadores de entrada e intermediários, e não na memória RAM.
A Acer não fabrica chips de memória. A empresa compra os componentes de Samsung, SK Hynix e Micron e depende dos contratos firmados com essas fabricantes. Parte dos acordos de fornecimento já está fechada até 2028, com alguns contratos avançando além desse período. A Micron também passou a oferecer acordos que mantêm os preços atuais por cinco anos.
Impacto para quem monta PC
Os números recentes do setor divergem da previsão otimista de Chen. A DRAM subiu 63% no segundo trimestre, enquanto os fabricantes faturaram mais nos três primeiros meses de 2026 do que em todo 2025.
No Brasil, um módulo de 16 GB de DDR5 já custa mais de R$ 900. As fabricantes também avisaram parceiros sobre reajustes de 40% nos contratos a partir de abril.
Mesmo que a previsão da Acer se confirme, a alta do quarto trimestre de 2026 deve chegar antes de qualquer alívio. A eventual queda projetada para o fim de 2027 ainda dependeria do câmbio e dos impostos até alcançar as lojas.
Se Chen estiver certo, o pior cenário termina em um ano. Caso contrário, a memória pode continuar pesando no orçamento de quem monta um PC até 2028.








