BRASÍLIA — O Dia do Sorvete, celebrado nesta quarta-feira (23/9), destaca sorveterias tradicionais do Distrito Federal. Entre as opções estão casas fundadas desde 1980, receitas artesanais preservadas por famílias e sabores inspirados em frutas do Cerrado.
Tradição e receitas artesanais
Na Asa Sul, a Moka’s Sorveteria foi fundada em 1980 por Karl Marx Simas, que deixou o emprego em uma multinacional para abrir o próprio negócio. O nome combina Moacir, amigo e sócio inicial, e Karl. A sociedade durou um ano, mas a marca se tornou um ponto de encontro na região. Após a morte de Karl, em 2021, aos 86 anos, o filho Marcos Simas passou a manter as receitas artesanais.
Criada em 1995, a Saborella tem unidades na Asa Norte e no Casapark. A sorveteria utiliza maquinários importados, ingredientes de alta qualidade e não usa gordura hidrogenada. A casa ficou conhecida por apresentar o conceito de gelato italiano ao público de Brasília.
A Sorbê, na Asa Norte, foi inaugurada em 2005 por Rita e Anita Medeiros. Antes da abertura, mãe e filha mapearam e colheram frutas como cagaita, buriti, murici e macaúba em áreas do Lago Norte, Lago Sul e Eixão. O catálogo reúne mais de 200 receitas autorais e fornecedores de comunidades quilombolas e assentamentos.
Sabores do Cerrado e opções inusitadas
A Nosso Sabor Sorvetes começou como uma fábrica de quintal administrada por uma família no Guará II. A produção inicial era concentrada em picolés e sorvetes feitos com frutas nativas do Cerrado. Depois, a marca se expandiu e passou a atender clientes de diferentes regiões administrativas.
Fundada em 1990, a Creme do Céu é associada à história de Taguatinga. Na venda para viagem, o sorvete é colocado em um pote plástico, enrolado em folhas de jornal e protegido com papel térmico.
Com mais de 32 anos de mercado no Distrito Federal, a Magia Gelada ampliou a produção sem abandonar a fabricação artesanal. A rede mantém nove pontos de atendimento e oferece sabores como cuscuz, baunilha negra e black what, feito à base de uísque.








