O Corinthians deixou vencer, no último domingo (20), uma parcela dos direitos de imagem dos jogadores. Com isso, o clube passou a acumular dois meses seguidos de atraso nessa obrigação com o elenco.
Além dos direitos de imagem, há valores pendentes relacionados a premiações e férias. As dívidas se somam a um endividamento total estimado em R$ 2,8 bilhões, em meio à crise financeira enfrentada pelo clube em 2026.
Na última quarta-feira (16), o Corinthians quitou os salários dos jogadores registrados em carteira de trabalho. O pagamento foi feito com atraso, poucas horas antes da partida contra o Estudiantes, pela Libertadores.
O time acabou eliminado após perder para os argentinos. Memphis Depay desperdiçou um pênalti no último lance e, depois, o Corinthians sofreu o gol que confirmou a saída da competição.
Déficit acima do previsto
As contas do primeiro semestre de 2026 registraram déficit de R$ 246,039 milhões. Até abril, o balanço apontava resultado negativo de R$ 168,048 milhões.
O valor também ficou acima da previsão orçamentária da diretoria, que estimava déficit de R$ 138 milhões para os primeiros seis meses do ano. O resultado negativo ultrapassou essa projeção em mais de R$ 100 milhões.
A ausência de receitas previstas com negociações de jogadores também afetou o caixa. O orçamento aprovado para 2026 previa arrecadação líquida de 25 milhões de euros com a venda de direitos federativos.
A expectativa era receber metade desse montante no primeiro semestre: 12,5 milhões de euros, equivalentes a cerca de R$ 74,9 milhões, até o fim de junho. O planejamento também indicava aproximadamente R$ 144 milhões como valor total estimado para essas vendas. Sem essas negociações, o clube teve mais dificuldade para manter os compromissos financeiros em dia.








