Os parques nacionais brasileiros receberam 28,5 milhões de visitas em 2025, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A atividade movimentou cerca de R$ 20 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), sustentou mais de 332 mil postos de trabalho e gerou R$ 40,7 bilhões em vendas no Brasil.
O país possui 78 parques nacionais. Desde 2023, foram criadas ou ampliadas 20 unidades de conservação, que somam mais de 1,7 milhão de hectares, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.
Como planejar a visita
Pedro Cleto, diretor-executivo da Parquetur, afirma que não existe uma época ideal para conhecer os parques. Segundo ele, cada estação oferece experiências diferentes, e o visitante deve considerar o clima, o roteiro e os equipamentos necessários.
O Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro, tem atrações na parte baixa e na Parte Alta. A primeira reúne cachoeiras, poços, passeios e um centro de visitantes com museu. A região mais elevada é apontada por Cleto como o berço do montanhismo no Brasil.
Outro destaque citado por ele é o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, conhecido pelas cachoeiras e pelas experiências associadas ao território.
Caminhar por trilhas pode ser uma atividade para qualquer pessoa, desde que sejam avaliadas as condições de saúde e do percurso. Antes de sair, é necessário consultar o nível de dificuldade, a quantidade de água disponível, os horários e as condições do trajeto.
A mochila deve ter água, protetor solar, repelente, boné, óculos escuros, corta-vento, calçado adequado, roupas confortáveis e alimentos. Durante o passeio, é preciso permanecer nas trilhas, respeitar as sinalizações e as áreas de segurança, observar rios e cachoeiras e seguir as orientações da equipe.
Encontros com animais são raros, mas os visitantes estão no habitat natural da fauna. Cleto recomenda, quando possível, contratar guias ou condutores especializados. Também é necessário não deixar lixo, retirar elementos da natureza, danificar a vegetação ou alterar sinalizações.








