“Morte e Vida Madalena”, dirigido por Guto Parente e produzido por Ticiana Augusto Lima, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 17 de setembro. O longa acompanha Madalena, interpretada por Noá Bonoba, uma produtora de cinema que enfrenta a morte recente do pai, uma gravidez de oito meses e os problemas de uma produção de ficção científica B.
A história nasceu da experiência dos próprios realizadores com o cinema. Guto conta que a ideia surgiu depois de anos trabalhando em filmes e observando situações do cotidiano profissional que poderiam virar ficção. Para o diretor, ainda há poucas produções brasileiras centradas no cinema como profissão e nos bastidores de um set.
Uma parceria de uma década
“Morte e Vida Madalena” é o décimo longa feito por Guto e Ticiana. A dupla também trabalhou em “O Clube dos Canibais” e “Estranho Caminho”, os outros filmes citados como produções realizadas com financiamento público.
Ticiana afirma que o novo trabalho reúne aprendizados acumulados na construção do roteiro, na escolha do elenco e nas contribuições da equipe. Ela também vê no longa uma etapa de amadurecimento da parceria e o melhor filme já realizado pelos dois.
A comédia aparece como resposta ao conjunto de situações enfrentadas por Madalena: o luto, a gravidez, o desaparecimento do diretor e os problemas que surgem durante a produção. Guto diz que o humor ajuda a abordar esse universo sem tornar a história insuportável. Ele também relaciona essa escolha a uma tradição cearense de lidar com dificuldades por meio do deboche e do bom humor.
Uma experiência coletiva
Para Guto, o filme representa um envolvimento mais direto com questões pessoais e artísticas. “Para mim, o filme é uma carta de amor ao cinema, à Ticiane, a tudo que a gente construiu juntos ao longo desses anos”, afirmou.
A conversa também passou pela experiência de assistir a filmes em uma sala escura. O diretor descreveu o cinema como um ritual em que pessoas desconhecidas riem e choram juntas. Ticiana destacou que fazer filmes e acompanhar o trabalho de outros artistas mantém viva essa experiência coletiva.
Ela contou que, durante as filmagens de outro projeto, parte da equipe costumava se encontrar na fila de um cinema durante as folgas. Para Ticiana, continuar fazendo e assistindo a filmes também é uma forma de manter esses rituais e preparar o caminho para as próximas gerações.








