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Separação pode levar conflito sobre destino de embriões congelados
Saúde

Separação pode levar conflito sobre destino de embriões congelados

Consentimento registrado antes da fertilização in vitro deve prever decisões em caso de divórcio ou fim da união estável.

A separação de um casal que congelou embriões pode abrir uma disputa sobre o uso do material. Quando apenas uma das pessoas quer seguir com a utilização, entram em conflito o desejo de levar adiante um projeto parental e o direito de não participar dele.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina determina que os pacientes informem por escrito, antes da formação dos embriões, qual será o destino do material criopreservado em situações como divórcio, dissolução da união estável ou morte de uma ou das duas partes.

Decisão começa antes do congelamento

O consentimento informado é tratado como uma etapa do tratamento de reprodução assistida, e não apenas como um procedimento administrativo. A equipe médica deve explicar os possíveis cenários e registrar as escolhas do casal.

A fertilização in vitro permite que embriões sejam preservados por longos períodos. Um nascimento recente ocorreu a partir de um embrião que permaneceu 30 anos congelado. Nesse intervalo, porém, relacionamentos, planos e circunstâncias podem mudar.

Quando uma das pessoas muda de posição e passa a se opor ao uso dos embriões, o médico não deve escolher qual vontade prevalece. A situação pode chegar ao campo jurídico, enquanto a equipe de reprodução assistida precisa seguir as normas éticas, os consentimentos registrados e as condições legais do procedimento.

Tempo pode mudar as possibilidades

O dilema pode ser ainda mais sensível quando os embriões foram formados antes de um tratamento contra o câncer que poderia comprometer a fertilidade. Também pode haver mudança na reserva ovariana e na qualidade dos óvulos ao longo dos anos.

Nessas circunstâncias, os embriões congelados podem representar uma possibilidade reprodutiva difícil ou impossível de reproduzir nas mesmas condições biológicas. Isso não elimina a autonomia da outra pessoa, mas mostra a dimensão das decisões envolvidas.

A orientação do Dr. Dani Ejzenberg, ginecologista e especialista em Reprodução Assistida na ENNE Clinic, é que o futuro dos embriões seja discutido antes da criação e do congelamento. Quanto mais claras forem as escolhas desde o início, menor pode ser o risco de que uma mudança na vida do casal se transforme em conflito.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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