Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Burnout pode persistir mesmo após descanso, explica psicóloga
Foto: Instagram/Reprodução
Saúde

Burnout pode persistir mesmo após descanso, explica psicóloga

Denise Milk aponta diferenças entre estresse e burnout e lista sinais que indicam a necessidade de avaliação profissional.

A recuperação após o descanso é um dos pontos que ajudam a diferenciar o estresse do burnout, segundo a psicóloga Denise Milk. No burnout, a pessoa pode parar, dormir e ainda permanecer profundamente esgotada, sem energia e com dificuldade para retomar a conexão com o trabalho.

Rafa Kalimann contou nas redes sociais que atravessa um período de burnout depois de um mês intenso de compromissos pessoais e profissionais. A influenciadora também relatou uma queda na adrenalina após a Festa do Peão de Barretos.

Quando o estresse vira sinal de alerta

Para Denise, momentos de maior exigência podem provocar cansaço, irritação e necessidade de descanso. Em geral, porém, há tendência de melhora quando a demanda diminui. No burnout, o desgaste persiste e passa a afetar a rotina.

A síndrome está ligada ao estresse crônico no trabalho e envolve três dimensões: esgotamento, distanciamento ou negatividade em relação às atividades profissionais e sensação de redução da eficácia no trabalho. O quadro costuma se desenvolver após vários episódios, e não por uma situação isolada.

Entre os fatores associados estão excesso de demandas, jornadas prolongadas, pressão constante por resultados, pouca autonomia, falta de reconhecimento ou suporte, conflitos, insegurança e dificuldade de separar trabalho e vida pessoal.

Sinais que merecem atenção

A psicóloga cita os seguintes sinais:

  • Exaustão persistente;
  • Irritabilidade frequente;
  • Dificuldade de concentração;
  • Alterações importantes no sono;
  • Perda de energia;
  • Sensação de incapacidade diante de tarefas antes administráveis;
  • Distanciamento emocional do trabalho;
  • Queda no desempenho;
  • Dificuldade de se recuperar mesmo após períodos de descanso.

No caso das mulheres, a carga mental pode agravar o quadro, especialmente quando é carregada sozinha e em silêncio. Denise afirma que pesquisas relacionam desigualdades na divisão do trabalho doméstico e de cuidado a piores indicadores de saúde mental.

A recomendação é procurar aconselhamento profissional o mais rapidamente possível. Para a psicóloga, não é preciso esperar o sofrimento chegar ao limite: quando ele compromete de forma persistente o trabalho, as relações, o sono ou a rotina, já há motivo para buscar avaliação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5