A recuperação após o descanso é um dos pontos que ajudam a diferenciar o estresse do burnout, segundo a psicóloga Denise Milk. No burnout, a pessoa pode parar, dormir e ainda permanecer profundamente esgotada, sem energia e com dificuldade para retomar a conexão com o trabalho.
Rafa Kalimann contou nas redes sociais que atravessa um período de burnout depois de um mês intenso de compromissos pessoais e profissionais. A influenciadora também relatou uma queda na adrenalina após a Festa do Peão de Barretos.
Quando o estresse vira sinal de alerta
Para Denise, momentos de maior exigência podem provocar cansaço, irritação e necessidade de descanso. Em geral, porém, há tendência de melhora quando a demanda diminui. No burnout, o desgaste persiste e passa a afetar a rotina.
A síndrome está ligada ao estresse crônico no trabalho e envolve três dimensões: esgotamento, distanciamento ou negatividade em relação às atividades profissionais e sensação de redução da eficácia no trabalho. O quadro costuma se desenvolver após vários episódios, e não por uma situação isolada.
Entre os fatores associados estão excesso de demandas, jornadas prolongadas, pressão constante por resultados, pouca autonomia, falta de reconhecimento ou suporte, conflitos, insegurança e dificuldade de separar trabalho e vida pessoal.
Sinais que merecem atenção
A psicóloga cita os seguintes sinais:
- Exaustão persistente;
- Irritabilidade frequente;
- Dificuldade de concentração;
- Alterações importantes no sono;
- Perda de energia;
- Sensação de incapacidade diante de tarefas antes administráveis;
- Distanciamento emocional do trabalho;
- Queda no desempenho;
- Dificuldade de se recuperar mesmo após períodos de descanso.
No caso das mulheres, a carga mental pode agravar o quadro, especialmente quando é carregada sozinha e em silêncio. Denise afirma que pesquisas relacionam desigualdades na divisão do trabalho doméstico e de cuidado a piores indicadores de saúde mental.
A recomendação é procurar aconselhamento profissional o mais rapidamente possível. Para a psicóloga, não é preciso esperar o sofrimento chegar ao limite: quando ele compromete de forma persistente o trabalho, as relações, o sono ou a rotina, já há motivo para buscar avaliação.








