SÃO JOSÉ DOS CAMPOS — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu transparência nas investigações sobre suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, ligado ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada nesta sexta-feira (11), após uma caminhada com apoiadores na Praça João Mendes.
“Tudo tem de ser passado a limpo. Eu defendo transparência absoluta”, afirmou Tarcísio. Ele disse que ninguém está acima da lei ou da Constituição e defendeu que a cobrança alcance todos os envolvidos no caso, incluindo Flávio Bolsonaro, Lulinha, o empresário conhecido como Careca do INSS e o Banco Master.
Investigação no Supremo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação de Flávio por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A apuração trata de recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, usados no financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Questionado sobre a possibilidade de o senador estar envolvido em esquemas, Tarcísio respondeu: “Não acredito que ele esteja. Vamos esperar as investigações”.
O governador também criticou o corporativismo no Supremo e defendeu investigação e responsabilização como formas de recuperar a credibilidade das instituições. Para ele, o conteúdo dos inquéritos e o que foi investigado pela polícia devem ser divulgados.
Tarcísio classificou o caso Master como um grande escândalo nacional e disse que o país enfrenta uma situação de exaustão ética, com descrença na política.
Áudios revelados pelo Intercept Brasil mostram Flávio pedindo R$ 134 milhões a Vorcaro para custear Dark Horse. Segundo a Polícia Federal, mais de R$ 60 milhões foram pagos.
O financiamento do filme é alvo de duas investigações no STF. Uma, relatada pelo ministro Flávio Dino, apura o uso de emendas parlamentares na produção. A outra, sob responsabilidade de Mendonça, acompanha os desdobramentos do caso Master e inclui a investigação sobre Flávio.








