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RS defende contrato de equipamentos para UTIs e rejeita suspeitas de irregularidade
Política

RS defende contrato de equipamentos para UTIs e rejeita suspeitas de irregularidade

Secretaria da Saúde afirma que contratação seguiu licitação e contesta estimativas apresentadas em representação ao Ministério Público.

O governo do Rio Grande do Sul negou irregularidades no contrato com a RTS RIO S.A. para fornecer equipamentos a leitos de UTI. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que o acordo foi firmado em 2018 após um processo licitatório regular, e não por contratação emergencial.

A pasta também contestou uma representação enviada ao Ministério Público do Rio Grande do Sul. Em nota, classificou o documento como uma denúncia com viés político de uma pessoa com interesse eleitoral a poucos dias do pleito. A secretaria disse que, até o momento, nenhum órgão de controle ou fiscalização questionou o contrato ou pediu informações sobre o caso.

A SES ressaltou que a entrega de uma representação ao Ministério Público não abre automaticamente uma investigação. O governo afirmou que prestará esclarecimentos caso seja procurado pelos órgãos competentes.

Contratação emergencial

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a RTS RIO S.A. presta serviços ao Estado desde 2013. A política de fornecimento de equipamentos para UTIs, de acordo com a pasta, é amparada pela Portaria nº 188/2014.

A contratação emergencial ocorreu apenas em 2025, depois que não era mais possível prorrogar juridicamente o contrato anterior e enquanto uma nova licitação estava em andamento. O governo afirmou que a interrupção do serviço poderia colocar em risco mais de 330 leitos críticos da rede pública estadual.

O contrato emergencial vale até o fim deste ano. Uma nova licitação, segundo a secretaria, já tramita internamente.

Valores questionados

A representação encaminhada ao Ministério Público pede a apuração da permanência da empresa no serviço por cerca de sete anos, com sucessivas prorrogações. Os autores estimam que o custo acumulado tenha chegado a aproximadamente R$ 390 milhões.

O documento também questiona a vantagem econômica do modelo de locação. Em uma das projeções, a compra dos equipamentos, somada às despesas de manutenção e operação durante sete anos, teria custo de cerca de R$ 90 milhões — diferença próxima de R$ 300 milhões em relação ao valor estimado da contratação.

A SES afirmou que o contrato não cobre apenas o aluguel dos aparelhos. A solução inclui manutenção preventiva e corretiva, troca em caso de falhas, atualização tecnológica, suporte técnico e logístico, acessórios e insumos, capacitação das equipes hospitalares e descarte de equipamentos substituídos.

Por isso, a secretaria diz que não é possível comparar diretamente o total pago pelo serviço com o preço de compra dos equipamentos. O contrato é acompanhado mensalmente por fiscais e hospitais beneficiados, e a pasta afirma não haver registro de irregularidades na prestação.

Os autores pediram contratos, termos aditivos, pareceres técnicos e jurídicos, notas de empenho e comprovantes de pagamento, além de uma perícia independente. As estimativas e conclusões ainda dependem de eventual apuração pelos órgãos competentes e, isoladamente, não comprovam crime, improbidade administrativa ou dano ao erário.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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