BALNEÁRIO CAMBORIÚ — A cerca de 15 dias das eleições, Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, pediu aos apoiadores em Santa Catarina uma mobilização para tentar virar votos e permanecer na disputa. Em comício neste domingo, 20, ele afirmou que cada simpatizante deveria conquistar 30 multiplicadores de votos.
O candidato disse acreditar que uma mudança no comportamento do eleitorado pode levá-lo ao segundo turno. Renan Santos aparece com 3% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (17).
“Se as pessoas despertarem e conversarem sobre política, nós ganhamos a eleição”, afirmou. Ele também criticou os dois líderes das pesquisas e declarou que ambos seriam, em sua avaliação, bandidos, independentemente do volume de recursos roubados.
Críticas ao grupo de Bolsonaro
Durante a passagem por Santa Catarina, estado onde Flávio Bolsonaro (PL) busca ampliar sua votação entre candidatos de direita, Santos criticou a presença de Jair Renan em Balneário Camboriú e questionou a atuação da bancada catarinense no Congresso. Ele também mencionou Carlos Bolsonaro, candidato do PL ao Senado por Santa Catarina.
Santos afirmou que os governos de Bolsonaro e Lula não entregaram reforma, estradas ou infraestrutura suficientes ao estado. Para ele, a relação dos eleitores catarinenses com esses grupos seria marcada por dependência política.
Proposta para infraestrutura
Depois do comício, o candidato foi questionado sobre propostas para a infraestrutura catarinense. Ele disse que pretende reformular o Pacto Federativo para direcionar mais recursos federais ao estado e combinar investimentos públicos e privados.
A prioridade, segundo Santos, seria investir primeiro em estados com alta atividade produtiva e problemas logísticos. Ele citou Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Goiás. O candidato afirmou que esses locais receberiam recursos porque os investimentos poderiam aumentar rapidamente o Produto Interno Bruto dos estados e do Brasil.
Santos também disse que Santa Catarina teria prioridade nesse plano. Ele comparou a possibilidade de uma virada eleitoral com resultados atribuídos ao ex-governador Carlos Moisés, que governou o estado entre 2019 e 2023, e a Romeu Zema.








