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Investigação aponta que empresa da produtora de 'Dark Horse' antecipou instalação de wi-fi em SP durante eleições de 2024
Foto: Reprodução/Redes Sociais e Rodrigo Rodrigues/g1
Política

Polícia investiga antecipação de wi-fi pelo instituto ligado à produtora de “Dark Horse”

Contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo é alvo de apurações que também envolvem pagamentos antecipados.

A Polícia Civil de São Paulo investiga se o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à produtora Karina Ferreira da Gama, antecipou a instalação de pontos de wi-fi durante as eleições municipais de 2024.

O instituto mantém contrato de R$ 108 milhões anuais com a Prefeitura de São Paulo para instalar os pontos na periferia da capital. No período eleitoral, a administração municipal repassou R$ 69 milhões ao ICB. O valor previsto era de R$ 43 milhões.

A diferença de R$ 26 milhões teria sido paga antes da execução dos serviços e é apontada como prejuízo à prefeitura em denúncia recebida pela polícia.

Instalações e investigação

Uma representação da Polícia Civil de São Paulo, de maio de 2026, afirma que houve interferência política direta para acelerar as instalações. O documento registra 1.605 pontos ativos no final de outubro de 2024 e informa que o ritmo caiu depois do encerramento das eleições.

Em junho de 2025, o total teria chegado a 3.200 pontos. Segundo a representação, os 1.800 pontos restantes nunca foram instalados.

“Durante o período eleitoral de 2024, a instalação dos pontos foi consideravelmente antecipada por interferência política direta”, diz o documento da polícia.

O contrato continua mantido pela Prefeitura de São Paulo. Na sexta (11), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a gestão municipal acionaria o Supremo Tribunal Federal (STF) para consultar o ministro Flávio Dino sobre a necessidade de romper o acordo.

Dino determinou que a Polícia Federal abra um inquérito exclusivo para apurar o contrato e ordenou a suspensão de qualquer pagamento de contratos do Poder Público com o instituto.

O caso também envolve o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que tem foro privilegiado. O STF assumiu o processo diante da avaliação de que há indícios de que os fatos fazem parte de um único esquema de desvio e lavagem de dinheiro.

Karina da Gama é produtora do filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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