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Kremlin limita trégua na Ucrânia ao dia da eleição presidencial
Política

Kremlin limita trégua na Ucrânia ao dia da eleição presidencial

Dmitri Peskov disse que a Rússia pode suspender os bombardeios apenas durante a votação, e rejeitou uma pausa de 60 dias.

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (12) que a Rússia só deve interromper os bombardeios na Ucrânia durante o dia da eleição presidencial ucraniana. A declaração foi feita pelo porta-voz Dmitri Peskov, após Volodimir Zelensky pedir uma trégua de 60 dias para realizar o pleito.

"Se Kiev realmente quiser organizar eleições, então o presidente russo, comandante-em-chefe, estará disposto a dar a ordem de não bombardear a Ucrânia no dia da votação. Exatamente no dia da votação", disse Peskov.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, também rejeitou a proposta apresentada por Zelensky no domingo, em entrevista ao canal ABC. Para Lavrov, não há motivo para conceder a pausa solicitada.

Disputa sobre o cessar-fogo energético

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo energético com efeito imediato entre Moscou e Kiev. Ele também defendeu que os ucranianos possam escolher um novo líder capaz de negociar um acordo de paz com a Rússia.

Trump ainda anunciou um acordo para que a Rússia forneça diesel em grande escala aos mercados norte-americano e mundial. A medida foi apresentada como uma forma de reduzir os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em 3 de novembro.

Zelensky afirmou que não tinha sido informado sobre a trégua anunciada por Trump. Segundo o presidente ucraniano, os ataques russos continuaram na madrugada desta segunda-feira, atingindo uma instalação de gás e um posto de gasolina.

Durante um fórum sobre segurança realizado em Varsóvia, por videoconferência, Zelensky disse que a Ucrânia não atacou instalações de energia russas naquela madrugada. Ele afirmou ainda que Kiev manterá ataques contra o território russo neste inverno se Moscou não aceitar o cessar-fogo energético.

A Rússia invadiu a Ucrânia em larga escala em fevereiro de 2022 e intensificou os ataques contra infraestruturas energéticas ucranianas nos últimos meses. Kiev, por sua vez, tem como alvo refinarias de petróleo russas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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