ACRE — Gladson Cameli deixou o governo do Acre em abril de 2026 para disputar uma das duas vagas do estado no Senado nas eleições de outubro. O ex-governador foi substituído definitivamente por Mailza Assis no Palácio Rio Branco e teve a candidatura oficializada pelo Progressistas em agosto.
Aos 48 anos, Cameli soma duas décadas de atuação política. Antes de chegar ao governo estadual, foi deputado federal por dois mandatos e senador. Em 2018, deixou o Senado para disputar o governo do Acre e venceu no primeiro turno. Quatro anos depois, foi reeleito novamente sem segundo turno.
Da Câmara ao Senado
Nascido em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, em 26 de março de 1978, Gladson de Lima Cameli é engenheiro civil e empresário. Ele se formou pelo Instituto Luterano de Ensino Superior de Manaus e trabalhou em empresas antes de entrar na política.
Cameli foi eleito deputado federal pelo PP em 2006, aos 28 anos, e assumiu o cargo em fevereiro de 2007. Em 2010, conquistou a reeleição. Na Câmara, participou de comissões relacionadas a infraestrutura, energia e desenvolvimento regional. Entre 2011 e 2012, presidiu a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.
Em 2014, foi eleito senador com 218.756 votos, equivalentes a 58,36% dos votos válidos. O mandato começou em fevereiro de 2015, mas durou quatro anos.
Dois mandatos no governo
Na eleição de 2018, Cameli venceu no primeiro turno com 53,71% dos votos válidos. Com Major Rocha como vice, derrotou adversários como Marcus Alexandre, do PT, e encerrou uma sequência de cinco vitórias consecutivas de candidatos ligados ao partido no governo do Acre desde 1998.
Para assumir o Executivo em janeiro de 2019, renunciou ao mandato de senador. Em 2022, foi reeleito no primeiro turno com 242.100 votos, ou 56,75% dos votos válidos. Na disputa, enfrentou, entre outros, Jorge Viana, Mara Rocha, Sérgio Petecão e Márcio Bittar.
Com a saída de Cameli em abril de 2026, Mailza Assis assumiu o governo e passou a disputar um mandato próprio no Executivo estadual. Beatriz Cameli foi escolhida como primeira suplente na chapa do ex-governador, e Debora Nunes ocupa a segunda suplência.
Cameli tenta agora retornar ao Senado, cargo que deixou oito anos antes para governar o Acre.









