NATAL — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (21) que pretende manter uma relação econômica pragmática com a China caso seja eleito. A declaração ocorreu durante um comício em Natal, no Rio Grande do Norte.
Flávio criticou a política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o Brasil não deve escolher entre China e Estados Unidos. Segundo ele, eventuais negociações de um governo sob seu comando seriam guiadas pelos interesses econômicos do país.
“Minha relação vai ser sempre pragmática economicamente. Vamos fazer o que for melhor para a nação brasileira”, afirmou o candidato.
Investimentos e tecnologia
Durante o discurso, Flávio declarou que buscaria atrair investimentos e transferência de tecnologia para o Brasil, sem levar em conta o alinhamento político das nações envolvidas. Ele citou negociações com Estados Unidos, China, Israel e países do Oriente Médio.
O candidato também afirmou que uma mudança no comando do país poderia ampliar a entrada de capital estrangeiro. Para Flávio, “o mundo inteiro” aguarda a saída de Lula para que aumentem os investimentos no Brasil.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil nas exportações e importações. Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil exportou US$ 77,1 bilhões para o mercado chinês e importou US$ 51,6 bilhões.
As vendas para a China corresponderam a 30,7% das exportações brasileiras no período. Entre os principais produtos enviados estão soja, minério de ferro e petróleo.








