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A nova declaração de Flávio Bolsonaro sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Leandro Chemalle/Revista Fórum
Política

Flávio Bolsonaro nega plano de retirar título de Nossa Senhora Aparecida

Candidato do PL diz que nunca articulou mudança no título de Padroeira do Brasil e afirma respeitar todas as religiões.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, negou novamente que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração foi dada durante uma atividade de campanha com jornalistas.

O senador afirmou que nunca tomou iniciativa para mudar o posto da santa e disse respeitar todas as religiões. Também declarou ser cristão e evangélico. “Jamais teve qualquer iniciativa da minha parte. Eu sempre respeitei todas as religiões”, afirmou.

Flávio Bolsonaro ainda acusou a divulgação da tese de ser uma fake news e cobrou que a informação fosse desmentida em um horário de maior audiência.

Ataques a Dom Orlando Brandes

A discussão ocorre após apoiadores de Flávio Bolsonaro atacarem Dom Orlando Brandes, arcebispo emérito de Aparecida. Em uma celebração no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no dia 7 de Setembro, o religioso pediu que os católicos votassem em quem defendesse a soberania do país.

A fala foi interpretada por bolsonaristas como uma sinalização de apoio a Lula. O texto também relaciona a reação à posição do senador sobre os interesses dos Estados Unidos e de Donald Trump.

No dia 12 de outubro, durante uma homilia pelo Dia Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Dom Orlando afirmou que, para ser uma pátria amada, o país não poderia ser uma pátria armada. Ele também defendeu uma nação sem ódio, mentira, fake news e corrupção, além de mencionar vacina e ciência.

Depois da celebração, Frederico D’Ávila, então deputado estadual do PSL, atacou o arcebispo em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, no dia 14 de outubro. Ele chamou Dom Orlando de “vagabundo, safado” e classificou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, como um “câncer”.

Reação da CNBB

A CNBB classificou as declarações como um “lamentável espetáculo” e afirmou que nunca se acovardou diante de situações difíceis nem compactuou com atitudes violentas.

Após a repercussão e o repúdio da Assembleia Legislativa de São Paulo, D’Ávila publicou uma carta aberta com um pedido de desculpas. Ele disse que seu pronunciamento foi inapropriado e exagerado pelo calor do momento e alegou ter reagido a líderes religiosos que, na avaliação dele, ultrapassavam os limites da propagação da fé para fazer proselitismo político.

Os arquivos da Assembleia Legislativa de São Paulo consultados na sexta-feira (25) mostraram que o vídeo do discurso havia sido censurado. As notas taquigráficas também apresentavam sinais de censura aos ataques contra Dom Orlando Brandes.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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