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Por que a eleição presidencial pode ir ao segundo turno em 2026
Política

Por que a eleição presidencial pode ir ao segundo turno em 2026

A maioria absoluta exige mais de 50% dos votos válidos; pesquisas citadas mostram Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 40%.

A eleição presidencial brasileira só termina no primeiro turno quando um candidato conquista mais de 50% dos votos válidos. Com a disputa de 2026 fragmentada, as pesquisas citadas no levantamento indicam que Lula aparece com 45%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro tem 40%.

Os demais candidatos, como Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos, registram percentuais de um dígito. A divisão reduz o espaço para que um dos favoritos alcance a maioria exigida e aumenta a possibilidade de uma segunda rodada.

Como funciona a maioria absoluta

A regra foi estabelecida pela Constituição de 1988. Antes disso, o Brasil usava com frequência a maioria simples para cargos do Executivo: vencia quem tivesse mais votos, mesmo sem chegar à metade da preferência do eleitorado.

O texto cita Juscelino Kubitschek como exemplo de presidente eleito com cerca de 36% dos votos, em 1955. Com a mudança institucional, o vencedor da eleição presidencial passou a precisar do apoio numérico da maior parte dos votos válidos.

Na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votos brancos e nulos ficam fora da conta. O tribunal considera apenas os votos nominais dados aos candidatos e verifica se o primeiro colocado obteve 50% desse total mais um voto.

O peso das pesquisas e dos candidatos menores

Datafolha, AtlasIntel e Quaest aparecem entre os institutos citados nas medições da semana decisiva de outubro de 2026. Os levantamentos são apresentados em dois formatos: votos totais, que incluem eleitores indecisos, e votos válidos, usados como referência para simular a contagem oficial.

Com Lula na faixa de 45% dos votos válidos e seu principal adversário na casa dos 40%, a distância até a maioria absoluta permanece estreita. Candidatos de terceira via também podem impedir a decisão no primeiro turno ao manterem uma parcela do eleitorado, estimada no texto entre 10% e 15% somados.

As pesquisas não definem o resultado. Em caso de empate técnico, a confirmação depende da apuração oficial das urnas. A segunda rodada só deixa de ocorrer se um candidato alcançar a maioria exigida.

A mesma regra vale para presidente da República, governadores e prefeitos de cidades com mais de duzentos mil eleitores registrados. Nos municípios menores, a eleição ocorre em turno único, e vence o candidato mais votado.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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