A eleição presidencial brasileira é apresentada pela imprensa internacional como uma disputa polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto.
As análises destacam a relação de Flávio com Donald Trump. O candidato defende o avanço de acordos com o governo dos Estados Unidos, incluindo negociações sobre minerais raros, e aposta na proximidade ideológica com o presidente americano.
Lula, por outro lado, critica Washington e alerta para riscos de intervenção dos Estados Unidos na eleição. Entre as medidas citadas estão tarifas, a revogação do visto de uma embaixadora e a sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A imprensa estrangeira também descreve Lula como a principal liderança da esquerda brasileira, mas aponta falta de um sucessor definido e de um plano alternativo para o PT em caso de derrota. A disputa é vista ainda como o terceiro confronto eleitoral seguido entre a esquerda democrática representada por Lula e a extrema direita ligada aos Bolsonaro.
O cenário é descrito como um confronto direto entre Lula, em busca do quarto mandato, e Flávio, apresentado como herdeiro político de um movimento de extrema direita. As pesquisas mencionadas apontam empate, com poucos eleitores indecisos e possibilidade, considerada improvável, de definição já na noite de domingo.
A eleição também é tratada como decisiva para o rumo do Brasil e da América Latina. Lula aparece como um dos últimos líderes da região dispostos a contestar Trump, enquanto Flávio promete aderir à coalizão antidrogas liderada pelos Estados Unidos.
Trump afirmou nesta semana: “O Brasil é um país muito importante”. O presidente americano também disse acompanhar de perto a eleição e classificou o pleito como muito importante.








