Eduardo Bolsonaro foi demitido nesta segunda-feira (21) do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão, assinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e publicada no Diário Oficial da União, aponta abandono de cargo como infração disciplinar.
A pasta informou que o ex-deputado federal deixou de comparecer ao serviço sem justificativa por mais de trinta dias seguidos. A demissão foi fundamentada no artigo 15 da Lei nº 15.047 de 2024 e no inciso IX do mesmo artigo, que trata do abandono de cargo.
Ausências desde dezembro
Eduardo deveria ter voltado imediatamente ao trabalho no Rio de Janeiro em 2 de janeiro deste ano, após perder o mandato de deputado federal. Como está nos Estados Unidos, passou a acumular faltas não justificadas desde 19 de dezembro de 2025.
Naquele momento, a Polícia Federal afirmou que a ausência poderia “ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”. Também foi publicado um despacho do corregedor regional da corporação no Rio de Janeiro determinando o afastamento de Eduardo.
Em 27 de janeiro, a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu um processo administrativo para investigar se ele havia se ausentado de maneira intencional e sem justificativa por mais de trinta dias consecutivos.
Eduardo Bolsonaro entrou na carreira de escrivão em Guajará-Mirim, em Rondônia, em 2010. Em 2015, passou a atuar em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, até assumir o mandato de deputado federal.
O que faz um escrivão da PF
O cargo envolve a formalização de procedimentos investigativos e a garantia da validade jurídica dos inquéritos. Entre as atribuições também estão a organização de documentos, o controle de provas e fianças e a responsabilidade por autos e mandados.








