A eleição para o Senado tem disputa aberta em 24 Estados e no Distrito Federal. Pesquisas de intenção de voto apontam uma corrida apertada entre candidatos próximos de Flávio Bolsonaro (PL) e nomes alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) trata a eleição como prioridade. Em julho de 2025, Bolsonaro disse que, com metade do Senado, teria mais poder que o presidente da República. Ele citou a possibilidade de barrar ou aprovar indicações ao Supremo Tribunal Federal.
Estados com vantagem bolsonarista
Levantamentos da Quaest apontam candidatos associados a Flávio nas duas primeiras posições em pelo menos dois Estados. No Piauí, foram usados dados do Datafolha. As pesquisas têm dificuldade para medir a corrida ao Senado, uma vez que esse costuma ser um dos últimos votos escolhidos pelos eleitores.
Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB) lideram com distância superior à margem de erro em relação aos demais candidatos. Em Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL) aparecem na mesma situação. Os quatro declararam apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto.
Em Santa Catarina, Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) estão tecnicamente empatados. Em Rondônia, Roraima, Tocantins e Acre, apoiadores declarados de Flávio aparecem numericamente nas duas primeiras colocações.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) aparece em primeiro lugar, com 31%. Leila do Vôlei (PDT), aliada de Lula, tem 27%. Na sequência estão Bia Kicis (PL), com 24%, e Erika Kokay (PT), com 17%.
Cenário nos maiores colégios
Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a disputa aparece menos definida. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) registra 25%, seguido por André do Prado (PL), com 23%. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) têm 22% cada. Os eleitores escolherão dois senadores no Estado.
No Rio de Janeiro, Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), aliados de Flávio, aparecem no mesmo patamar de Benedita da Silva (PT). Em Minas Gerais, Domingos Sávio (PL) tem 22%, enquanto Marília Campos (PT) e Carlos Viana (PSD) registram 18% cada. Aécio Neves (PSDB), que não declarou voto, aparece com 17%.
Lula mantém força no Nordeste
Na Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) aparecem à frente dos adversários. Na Paraíba, João Azevêdo (PSB), Veneziano (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) estão entre os nomes mais competitivos.
Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) lideram numericamente. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) ocupam as primeiras posições. Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe também têm candidatos aliados de Lula em situação competitiva.
Projeção para o Senado
Uma projeção baseada nas pesquisas mais recentes da Quaest em 26 unidades da Federação indica que o PL pode chegar a 25 senadores, ante 15 atualmente. O partido ainda dependeria de aliados para aprovar pautas defendidas pelo bolsonarismo.
O Senado tem 81 integrantes, e a maioria absoluta exige 41 votos. Para aprovar um pedido de impeachment contra ministro do STF, são necessários 54 senadores, equivalentes a dois terços da Casa.
Na projeção, o PT manteria nove assentos. O PP passaria de sete para nove, enquanto o MDB cairia de nove para oito. O PSD teria a maior redução, de 14 para cinco senadores. Já o União Brasil subiria para oito, com ganho de cinco cadeiras.








