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Delegados pedem que Paulo Gonet se afaste de apuração sobre Banco Master
Política

Delegados pedem que Paulo Gonet se afaste de apuração sobre Banco Master

A ADPF também quer arquivar o pedido de nulidade do relatório produzido por determinação de André Mendonça.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu neste sábado (5.set.2026) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, declare-se impedido de atuar na apuração sobre um relatório da Polícia Federal relacionado ao Banco Master.

O documento foi solicitado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e menciona uma relação entre Alexandre de Moraes, Gonet e Daniel Vorcaro, fundador do banco.

A associação também pediu o arquivamento da solicitação de Gonet para anular o relatório. Para a ADPF, esse não seria o meio adequado para questionar um ato do Supremo. A entidade quer ainda que os fatos investigados pela operação Compliance Zero sejam apurados integralmente, sem distinção entre as autoridades envolvidas.

Apuração sobre o relatório

A Procuradoria Geral da República informou ao Supremo que abriu uma investigação sobre possível interferência na produção do documento. Gonet afirmou que não foi comunicado sobre a ordem de Mendonça relacionada ao relatório.

Em nota, a ADPF declarou: “O documento questionado foi produzido por determinação do ministro então relator do feito no Supremo Tribunal Federal.” A entidade também afirmou que a abertura da apuração tem efeito intimidatório sobre os investigadores.

O procedimento de controle externo da atividade policial segue uma ordem do presidente do Tribunal, Edson Fachin. A medida busca verificar se houve ilegalidade nas apurações sobre o Banco Master.

Na 5ª feira (3.set.2026), Fachin afirmou que o pedido da PGR pela nulidade dos atos de Mendonça exigiria uma investigação. A apuração deve verificar se o ministro interferiu nas investigações da Polícia Federal.

A PGR sustenta que Mendonça ultrapassou suas funções ao direcionar as investigações e buscar fatos contra Moraes. Gonet também disse que o ministro cometeu abuso de autoridade no caso.

O procurador-geral argumentou ainda que a investigação sobre o celular de Vorcaro, que identificou conversas com Moraes, foi determinada por Mendonça sem comunicação à PGR. A tese é que não houve controle do Ministério Público sobre a atuação da Polícia Federal.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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