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Debate entre Haddad e Tarcísio termina com troca de acusações sobre dívida e empresas
Política

Debate entre Haddad e Tarcísio termina com troca de acusações sobre dívida e empresas

Candidatos ao governo de São Paulo discutiram recuperação judicial, juros, gastos públicos e o modelo econômico de Javier Milei.

A situação fiscal do país dominou o debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. O confronto ocorreu no segundo bloco do debate da TV Globo e deixou em segundo plano temas como saúde e educação no estado.

Tarcísio questionou Haddad sobre empresas em recuperação judicial e citou Casas Bahia (BHIA3), Tok&Stok, Habib’s e Marabraz. O governador afirmou que 9 milhões de empresas acumulam dívidas superiores a R$ 200 bilhões e que o país enfrenta um recorde de recuperações judiciais, além de problemas no crédito.

Haddad, que comandou o Ministério da Fazenda no governo Lula, respondeu mencionando o déficit deixado pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes, de quase R$ 200 bilhões. O petista também afirmou que pagou uma dívida relacionada ao governo de São Paulo, citando uma conversa com Tarcísio em fevereiro de 2023.

Ao falar sobre juros, Haddad disse que recebeu uma taxa de 13,75% e que ela continuava no mesmo patamar. Também afirmou que o governo atual paga o salário mínimo acima da inflação, reajusta a tabela do Imposto de Renda para R$ 5 mil e cobra o andar de cima para compensar quem deixará de pagar imposto.

A Casas Bahia voltou ao centro da discussão quando Haddad mencionou acusações de pedofilia contra Samuel Klein, antigo dono e fundador da varejista. “Eu não vou ficar defendendo o empresário aqui, porque é criminoso”, afirmou.

Dívida pública e Milei

Tarcísio disse que o governo Bolsonaro foi afetado pela pandemia, mas entregou o país com 17% de despesa primária em relação à dívida bruta. Ele afirmou ainda que a relação dívida/PIB passou de 80% para 71% e chegou a 83%, enquanto a dívida alcançou R$ 10 trilhões e o déficit nominal ficou em 8,6% do PIB.

O governador acusou o governo federal de gastar muito e classificou como negacionismo fiscal a rejeição a um ajuste. Haddad respondeu que o modelo econômico de Tarcísio é o do presidente da Argentina, Javier Milei, que esteve em São Paulo para apoiar o candidato.

Tarcísio defendeu Milei e disse que o argentino recebeu uma situação muito complexa e está indo bem.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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