O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira (7) que presos são tratados como “lixos humanos” no Brasil. Durante uma sabatina, ele responsabilizou o poder público pela falta de políticas adequadas de ressocialização.
Cury disse que a desorganização do Estado ajuda a transformar penitenciárias em ambientes favoráveis ao surgimento e ao fortalecimento de facções criminosas. Para ele, os detentos precisam ter acesso a trabalho, formação profissional, espiritualidade e reflexão sobre os próprios erros.
O candidato afirmou que pessoas condenadas devem responder pelos crimes, mas também precisam ser tratadas com dignidade e preparadas para voltar à sociedade. Na avaliação dele, a ausência de ressocialização contribui para a reincidência e aumenta os custos para a população.
“Eles saem, não foram trabalhados, não foram ressocializados, o contribuinte paga duas vezes. Então, não é inteligente”, declarou Cury.
Ele defendeu a criação de um sistema que impeça os presídios de funcionarem como espaços de formação para o crime e priorize a ressocialização.
Facções e organizações terroristas
Cury também comentou a possibilidade de as facções brasileiras serem classificadas como organizações terroristas. Para o candidato, esse enquadramento não pode ser usado como justificativa para uma intervenção dos Estados Unidos no território brasileiro.
Ele afirmou que eventuais ações de FBI ou DER deveriam ocorrer, no máximo, por meio de convênios. “O território brasileiro tem que ser inviolável”, disse.
O candidato ainda declarou que a responsabilidade pela ressocialização é do governo e que políticas adequadas devem preparar os presos para o retorno à convivência social.









