O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) propôs nesta quarta-feira (9) a criação do cargo de primeiro-ministro e uma mudança no sistema presidencialista brasileiro. Ele quer que a discussão comece no Congresso já na primeira semana de um eventual governo.
A proposta foi apresentada após uma reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Cury afirmou que o presidencialismo concentra decisões nos presidentes e contribui para problemas de desenvolvimento na América Latina.
Para o candidato, o modelo também pode favorecer populismo, autoritarismo e permanência prolongada no poder. “O presidencialismo flerta também com o quê? Com o populismo, flerta com autoritarismo e com a auto perpetuação no poder”, declarou.
Pelo formato defendido por Cury, o presidente teria uma função mais estratégica, principalmente na política externa. O primeiro-ministro ficaria voltado à gestão econômica, com foco em meritocracia, Estado enxuto, baixos impostos e empreendedorismo.
“Um presidente no estratégico, que tivesse capacidade para lidar com a política externa, e um primeiro-ministro que tivesse uma mente capitalista notável, com meritocracia, Estado enxuto, baixos impostos, um país mais empreendedor, mas com coração social”, disse.
Cury afirmou que a mudança levaria o país a uma “era moderna”.
Equipe de governo
O candidato também disse que conversa com os economistas Mansueto Almeida e Marcos Lisboa sobre a formação de uma eventual equipe de governo. Lisboa foi citado como ex-presidente do Insper.
Na mesma declaração, Cury mencionou Mauro Benevides e afirmou que ainda pretende conversar com Ilan Goldfajn e Armínio Fraga, ex-presidentes do Banco Central.
Se eleito, ele disse que pretende formar um “time de ouro” com especialistas de diferentes áreas. “Não é uma pessoa, não é o governo de Augusto Cury”, afirmou.








