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CNews pode responder criminalmente se voltar a exibir Xenia Fedorova
Política

CNews pode responder criminalmente se voltar a exibir Xenia Fedorova

Ministro do Interior francês afirma que a presença da comentarista na programação violaria a ordem de expulsão emitida contra ela.

A possível volta de Xenia Fedorova à programação da CNews pode levar a emissora a responder por ações penais, segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez. O alerta foi enviado ao presidente da Autoridade Reguladora da Comunicação Audiovisual e Digital (Arcom).

A comentarista está fora da França desde que o governo emitiu, no fim de julho, uma ordem de expulsão contra ela. As autoridades afirmaram que o comportamento de Fedorova "atenta contra os interesses fundamentais do Estado". Dias depois, seus bens foram congelados por seis meses.

Participação por videoconferência

No início de setembro, a CNews anunciou que Fedorova participaria da programação por videoconferência. Em entrevista ao veículo Omerta, ela disse: "Espero poder participar a distância".

Na carta, Nuñez afirmou que a expulsão ocorreu por "atos de ingerência" pró-Rússia, relacionados à manipulação da informação e do debate público. Para o ministro, uma eventual presença da comentarista no canal "contraria diretamente" a ordem e pode resultar em ações penais.

Fedorova, de 45 anos, foi diretora da filial francesa do canal estatal russo RT. A emissora foi proibida na França depois da invasão da Ucrânia pelo presidente russo, Vladimir Putin, em 2022. A RT France encerrou as atividades em 2023, mas Fedorova continuou participando do debate público francês.

Ela também passou a atuar como comentarista na rádio Europe 1 e no jornal dominical Le Journal du Dimanche, veículos ligados ao bilionário conservador Vincent Bolloré. Segundo a avaliação das autoridades francesas, Fedorova reproduz nesses espaços a retórica do Kremlin sobre a Ucrânia e os países ocidentais.

A França terá, em abril e maio de 2027, uma eleição presidencial considerada crucial para a União Europeia. Marine Le Pen aparece à frente nas pesquisas, enquanto as autoridades avaliam que há risco elevado de ingerência estrangeira, especialmente da Rússia.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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