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Ciro Gomes transita entre centro-esquerda e direita pragmática
Foto: Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado
Política

Ciro Gomes transita entre centro-esquerda e direita pragmática

Defesa de um Estado forte e alianças com partidos conservadores dificultam uma classificação ideológica única para o político cearense.

Ciro Gomes tem uma trajetória política marcada pela combinação entre defesa de um Estado forte na economia, cobrança por equilíbrio fiscal e alianças eleitorais com setores conservadores. Por isso, sua classificação ideológica varia entre a centro-esquerda histórica e uma direita pragmática no cenário atual.

Da origem partidária ao nacional-desenvolvimentismo

A primeira eleição de Ciro ocorreu em 1982, quando ele foi eleito deputado estadual pelo PDS, legenda sucessora da Arena. Depois, entrou no PMDB para fazer oposição ao regime militar e consolidou sua base política no Ceará.

Na década de 1990, Ciro ingressou no PSDB e assumiu o Ministério da Fazenda. Nesse período, ganhou projeção nacional ao participar da formulação das bases de estabilização da moeda e passou a ser visto como um gestor rigoroso.

Sua visão econômica se aproximou do nacional-desenvolvimentismo. A corrente defende investimentos públicos estratégicos, reindustrialização, fortalecimento de empresas estatais e proteção do mercado interno. Ciro também defende a soberania nacional, os bancos públicos e a indústria local.

Esse posicionamento o distancia dos liberais que apoiam privatizações irrestritas. Ao mesmo tempo, sua defesa de maior controle das contas públicas cria pontos de contato com empresários e setores produtivos.

Discurso econômico e pragmatismo eleitoral

Entre as medidas associadas ao projeto de Ciro estão a taxação de grandes fortunas, a revisão de isenções fiscais e o uso de estatais para reduzir custos de produção. A proposta busca diminuir a dependência de produtos primários e ampliar a oferta de empregos de maior valor agregado.

Nas campanhas, porém, o discurso econômico convive com críticas à corrupção e aos erros de gestão de governos de esquerda, especialmente os comandados pelo PT. Aliados do político também podem apoiar pautas trabalhistas e, em outras situações, defender reformas de controle de gastos.

Essa combinação permite diálogo com sindicatos, empresários e o mercado financeiro. Também dificulta a leitura de seu posicionamento por parte do eleitorado.

Retorno ao PSDB e alianças no Ceará

Depois de quase uma década no PDT, Ciro oficializou o retorno ao PSDB no final de 2025. A saída ocorreu após divergências com o alinhamento do PDT ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e à gestão estadual de Elmano de Freitas.

Para disputar o governo do Ceará em 2026, a estratégia passou por conversas e alianças com o PL, partido associado ao bolsonarismo. O acordo reuniu grupos conservadores em torno da oposição ao PT e alterou o mapa de alianças no estado.

Historicamente, Ciro é classificado como uma liderança de centro-esquerda por causa do nacional-desenvolvimentismo e da defesa da presença estatal na economia. No cenário político mais recente, porém, o antipetismo e a aproximação com partidos conservadores o colocam em uma faixa mais próxima da direita pragmática.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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