Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a controvérsia envolvendo o nome de Nossa Senhora Aparecida. Em uma publicação nas redes sociais, o candidato à Presidência afirmou que as explicações do adversário aumentaram a repercussão do caso e pediu respeito às diferentes manifestações religiosas.
“Quanto mais Flávio tenta se explicar, mais ele se complica. Como sempre. Agora, está acusando a CNBB de ser conivente com a polêmica envolvendo Nossa Senhora”, escreveu Caiado, referindo-se à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Na sequência, o candidato do PSD disse: “Flávio, que Deus acalme seu coração. Tenha respeito pelas religiões e pela fé do povo brasileiro!”.
Disputa nas redes sociais
A discussão começou depois que publicações passaram a associar Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto, porém, não tem relação com o candidato do PL. A proposta foi apresentada pelo então deputado Victorio Galli em 2007 e arquivada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
O tema ganhou força após um comentário exibido no programa Em Pauta, da GloboNews, sobre uma suposta mobilização de setores evangélicos. A fala original não atribuía a iniciativa a Flávio. Trechos compartilhados nas redes, no entanto, passaram a relacionar o caso ao candidato. O canal corrigiu a informação e pediu desculpas.
Flávio negou ter defendido qualquer iniciativa para mudar a condição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
Críticas anteriores
Caiado já havia se manifestado no sábado (26/9), sem citar Flávio pelo nome. Ao se declarar católico e devoto de Nossa Senhora das Graças, disse que lhe doía “ver alguém querer apagar Nossa Senhora Aparecida da história do Brasil” e defendeu a permanência da tradição religiosa.
No domingo (27/9), depois de participar de uma missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia, Caiado afirmou que a disputa eleitoral não deveria se transformar em um conflito religioso. Ele também defendeu o direito de cada pessoa escolher e exercer sua religião.
“Eu sou católico praticante. Eu sou afilhado de Nossa Senhora das Graças. Eu aprendi que é na fé que você supera todas as suas dificuldades”, declarou.
O candidato ainda afirmou que o ambiente de hostilidade havia ultrapassado os limites da campanha e que o ódio estava afetando o bom senso, o equilíbrio da disputa e a convivência entre as pessoas.









