Augusto Cury se apresenta como candidato de centro na disputa pela Presidência da República em 2026. Filiado ao Avante, o psiquiatra e escritor afirma reunir uma “mente capitalista e um coração social”, numa tentativa de se afastar da polarização entre direita e esquerda.
Sem experiência anterior em cargos públicos, Cury usa sua trajetória na área da saúde e no mercado editorial para defender o projeto de governo. Ele tem mais de quarenta milhões de livros vendidos no Brasil e construiu sua base de apoiadores em torno de temas como inteligência emocional, gestão da mente e críticas ao sistema educacional.
Propostas econômicas e sociais
Na economia, o candidato defende um Estado mínimo e eficiente, responsabilidade fiscal, meritocracia e incentivo ao empreendedorismo. Também critica o excesso de burocracia e a desorganização do poder público. As propostas aproximam seu discurso do liberalismo econômico, associado à direita.
Na área social, a campanha destaca a saúde mental, a educação e o acolhimento de pessoas vulneráveis. O plano prevê incluir gestão da emoção nas salas de aula, reformular o ensino e criar políticas para pessoas neurodivergentes. Cury também defende a proteção de estudantes vulneráveis e a gestão de conflitos.
Partido e cenário eleitoral
O Avante buscou o apoio do Agir para formar uma coligação nacional. Cury já teve uma passagem pelo Partido Verde entre 2009 e 2010, sem disputar cargos eletivos.
A candidatura tenta ocupar um espaço de terceira via entre Luiz Inácio Lula da Silva, identificado no texto com o campo da esquerda, e Flávio Bolsonaro, associado à direita conservadora. Após os primeiros debates na televisão, Cury teria ultrapassado dez por cento nas pesquisas de intenção de voto.
A legislação eleitoral não exige experiência prévia em cargos públicos para disputar a Presidência. Para concorrer, o cidadão precisa ser brasileiro nato, ter mais de trinta e cinco anos, estar no pleno exercício dos direitos políticos e ser filiado a um partido.
O programa de Cury combina redução da intervenção estatal e controle dos gastos públicos com propostas de proteção social. Por isso, sua candidatura é apresentada como uma alternativa de centro, embora as medidas econômicas tenham aproximação com a direita e as políticas de acolhimento dialoguem com pautas tradicionalmente ligadas à esquerda.








