SÃO PAULO — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que Rússia e Ucrânia concordaram em suspender ataques contra instalações de energia dos dois países. Os governos de Kiev e Moscou ainda não confirmaram oficialmente o acordo.
Trump disse que havia pedido a trégua em uma conversa telefônica com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, no domingo (13). Em publicação na rede Truth Social, afirmou: “A Ucrânia concordou em não atacar alvos de energia russos. A Rússia concordou com o mesmo.”
Zelenski declarou que a Ucrânia está pronta para interromper os ataques se seus parceiros garantirem que a Rússia não atingirá instalações de energia, infraestrutura e rotas de abastecimento de alimentos do país. O presidente ucraniano também disse não estar convencido de que Moscou cumprirá o compromisso.
“A guerra precisa chegar ao fim”, afirmou Zelenski. Para ele, uma medida de redução da tensão contra a infraestrutura crítica poderia ser o primeiro passo para a paz. O presidente pediu detalhes concretos aos parceiros da Ucrânia.
Pressão sobre energia e combustíveis
Os ataques ucranianos contra refinarias e outras estruturas do setor de energia provocaram uma crise de abastecimento na Rússia. O país, segundo maior produtor de petróleo do mundo, proibiu a exportação de diesel e gasolina e passou a comprar combustíveis.
Em Moscou, postos enfrentam racionamento, com filas que duram horas. As ações contra centros logísticos de empresas de varejo online também afetaram a avaliação do presidente russo, Vladimir Putin. O apoio à guerra continua amplo, mas é o menor desde 2022.
Na Ucrânia, os ataques russos têm atingido principalmente estruturas elétricas e de gás. O país depende do gás para as indústrias e para o aquecimento residencial. No ano passado, a Ucrânia sofreu um colapso do sistema elétrico.
A Ucrânia também enfrenta falta de mísseis de interceptação, parcialmente compensada por parceiros europeus. As mortes de civis chegaram ao maior nível desde março de 2022.
Trump relacionou a alta dos combustíveis à guerra entre Rússia e Ucrânia, embora o texto registre que os preços também foram pressionados pelo conflito com o Irã. Nesta segunda, o barril de petróleo Brent passou de US$ 108. Antes do início da guerra, custava US$ 70, e chegou a US$ 114 em maio.








