POLÔNIA — A polícia informou neste domingo, 11, que recebeu informações sobre um possível plano para assassinar o primeiro-ministro Donald Tusk e o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz.
Representantes do Ministério do Interior e dos serviços de segurança devem se reunir nas próximas horas para discutir o caso. A informação foi divulgada por Karolina Galecka, porta-voz do ministério. Até o momento, não foram apresentados outros detalhes sobre o suposto complô.
Alertas de segurança
Em setembro, Tusk afirmou que a Rússia poderia intensificar ataques híbridos contra o flanco leste da Otan. Segundo o primeiro-ministro, Moscou planejava usar drones ou foguetes contra países europeus que apoiam a Ucrânia, incluindo a Polônia, para enfraquecer o apoio ocidental à luta de Kiev contra a invasão russa. A Rússia negou os planos.
As autoridades polonesas também estão em alerta máximo depois de três ataques em escolas da província da Mazóvia, onde fica Varsóvia, em um intervalo de quatro dias.
No sábado, 10, uma mulher atacou pessoas que estavam na secretaria de uma instituição de ensino na capital para entregar documentos. Uma jovem de 17 anos e outras duas pessoas, de 17 e 24 anos, ficaram feridas. A polícia disse que a suspeita usou um “objeto perigoso” e foi detida após o ataque.
Na quarta-feira, 14, um estudante de 19 anos feriu nove pessoas — entre colegas, professores e transeuntes — com um objeto cortante. Ele foi preso nas proximidades. No dia seguinte, um jovem de 15 anos matou um zelador e feriu outras duas pessoas com uma faca em sua antiga escola.
A polícia informou ter detido 76 pessoas e verificado quase 50 mil escolas em todo o país durante as ações para conter a violência.








