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Netanyahu manda investigar militares que aparecem no filme “NAZA”
Foto: Benjamin Netanyahu EFE/EPA/GIL COHEN-MAGEN/POOL
Mundo

Netanyahu manda investigar militares que aparecem no filme “NAZA”

Premiado em Veneza, documentário reúne relatos anônimos de 24 integrantes das forças de segurança de Israel sobre ações em Gaza.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu neste domingo (11) uma investigação contra militares e agentes de segurança que participaram anonimamente do documentário “NAZA”. Eles acusam o Exército israelense de matar civis durante operações na Faixa de Gaza.

A solicitação foi dirigida ao chefe do Estado-Maior, ao diretor dos serviços de segurança interna e à procuradora-geral do Estado. Segundo o gabinete de Netanyahu, o premiê quer que os participantes sejam investigados e levados à Justiça.

Depoimentos no documentário

O filme reúne relatos de 24 integrantes do Exército e dos serviços de inteligência de Israel. Na produção, eles afirmam que forças israelenses matam deliberadamente um grande número de civis durante bombardeios contra o Hamas na Faixa de Gaza.

“NAZA” é uma sigla militar israelense usada para indicar os danos colaterais estimados antes de cada ataque, conforme apresentado no documentário. A obra recebeu o Prêmio do Júri do Festival de Veneza e foi aplaudida por 25 minutos durante sua exibição.

O filme provocou controvérsia política em Israel. Os diretores Yuval Abraham e Rachel Szor foram acusados de traição por alguns ministros e ameaçados de perder a cidadania israelense.

Netanyahu classificou a produção como uma obra que difama Israel e seu Exército. “Este filme apresenta uma narrativa falsa, enganosa e tendenciosa”, afirmou o primeiro-ministro em comunicado divulgado por seu gabinete.

O premiê também disse que pretende apresentar um projeto de lei para retirar a cidadania de pessoas que difamem os soldados das Forças de Defesa de Israel.

O Exército israelense rejeitou categoricamente as acusações e questionou a credibilidade dos participantes anônimos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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