O governo dos Estados Unidos acusou Canadá, México e China de não fazerem o suficiente para combater a produção e o tráfico de drogas. A avaliação foi enviada ao Congresso norte-americano na terça-feira e publicada nesta quarta-feira (16).
O documento lista países ligados ao trânsito ou à produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027. Também afirma que o Brasil falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
Críticas ao Canadá e ao México
De acordo com a avaliação, Canadá e México precisam reforçar as ações para impedir a entrada de drogas nos Estados Unidos. O governo norte-americano afirma que o fentanil continua sendo produzido em laboratórios clandestinos canadenses e que precursores químicos e drogas sintéticas entram no país por meio do Canadá.
A gestão Donald Trump defende medidas para desmantelar laboratórios, reforçar a segurança da cadeia de abastecimento e enfraquecer redes criminosas e gangues chinesas que atuam ao longo da fronteira.
O documento reconhece ações do governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, como a apreensão de maiores volumes de drogas, o desmantelamento de laboratórios clandestinos e a mobilização de recursos adicionais das forças de segurança e militares para a fronteira comum.
Ainda assim, os Estados Unidos cobram medidas adicionais contra organizações narcoterroristas que, segundo a avaliação, dominam grandes áreas do território mexicano e continuam ameaçando a população norte-americana.
China e Brasil
A China é descrita no documento como a maior produtora mundial de muitos precursores químicos usados na fabricação ilegal de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas.
Trump afirma ter tratado do tema com o presidente chinês Xi Jinping. Segundo o documento, Jinping implementou exigências para que empresas chinesas obtenham licenças antes de exportar precursores químicos para a América do Norte. A avaliação diz, porém, que criminosos seguem driblando os controles com substâncias não regulamentadas.
O governo dos Estados Unidos também criticou o Brasil por não confrontar o PCC e o CV, apontados como organizações terroristas estrangeiras designadas. O documento afirma que os grupos transformaram o país em um centro para fluxos globais de cocaína.
Afeganistão, Bolívia, Myanmar e Colômbia também foram citados como países que, nos últimos 12 meses, não fizeram esforços suficientes no combate às drogas. A avaliação não detalha quais ações específicas são esperadas dos governos mencionados.









