Pelo menos seis pessoas morreram em ataques de ursos ao longo de um mês na região de Krasnoyarsk, na Sibéria. O Comitê de Investigação da Rússia abriu uma apuração para verificar se funcionários públicos deixaram de adotar medidas para controlar os animais e impedir a aproximação deles de áreas habitadas.
Os primeiros casos ocorreram no começo de setembro, quando dois aposentados foram encontrados mortos em uma floresta perto de Podtyosovo, com sinais de ataque. Em 6 de setembro, um trabalhador de 40 anos morreu depois de passar pela mesma região. Outras três mortes aconteceram nas semanas seguintes.
Na manhã de 23 de setembro, um trabalhador florestal de 39 anos foi atacado enquanto trabalhava com máquinas em uma área de mata, segundo os investigadores. Ele morreu no local, no caso mais recente da sequência.
A apuração busca determinar se os ataques poderiam ter sido evitados e se houve falhas no manejo dos animais.
Alerta em cidade vizinha
Na região de Khakassia, a presença de ursos também gerou alerta em Abaza, cidade de aproximadamente 10 mil habitantes cercada pela taiga. Dmitry Buchenik, vice-chefe do governo local, afirmou que o município estava “sob cerco de ursos”.
Segundo Buchenik, os animais estavam “por todos os lados”. Alguns foram afastados, enquanto três foram mortos pelas equipes que atuaram na área. Uma autoridade disse que um deles era particularmente grande.
Imagens divulgadas nas redes sociais supostamente mostram ursos perto de Abaza. Uma gravação registra um animal nadando em um rio ao lado da cidade. Outra mostra três ursos atravessando uma estrada diante de veículos.
O aumento dos ataques ocorre enquanto a população de ursos-pardos cresce na Rússia. Dados do Ministério de Recursos Naturais indicam que o número de animais mais que dobrou desde 1990 e chegou a quase 308 mil em 2026.
Apesar do crescimento, o ministério afirma que os ataques contra pessoas continuam relativamente incomuns no país, com 20 a 30 casos por ano. O Ministério de Emergências da Rússia diz que, em geral, os ursos tentam fugir ao encontrar seres humanos.









