O embaixador dos Estados Unidos para Pequim, David Perdue, afirmou nesta sexta-feira (25) que qualquer ajuda da China ao Irã seria "totalmente inaceitável". A declaração foi dada à CNBC após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada na véspera, na Casa Branca.
Perdue disse que Washington considera possível ter existido apoio indireto chinês a Teerã, mas destacou que essa avaliação ainda é uma suposição. Ele também afirmou que Trump e Xi já tinham concordado que o Irã não deve obter armas nucleares.
Outro ponto citado pelo embaixador foi o Estreito de Ormuz. Segundo Perdue, os presidentes consideraram essencial a reabertura da passagem, sem cobrança de pedágios.
Conversa entre os presidentes
Perdue descreveu o diálogo como "muito franca e aberta" e disse que os dois líderes começam a construir "uma relação de alguma confiança".
Sobre Taiwan, o embaixador afirmou que não houve alteração na política dos Estados Unidos. Washington continua sem apoiar a independência da ilha. Na véspera, Xi havia pedido que o governo americano mantivesse essa posição e tratasse o assunto com prudência.
Na área de inteligência artificial, os dois países discutiram a criação de um canal de diálogo e de um mecanismo para administrar crises. Também houve, de acordo com Perdue, avanços na cooperação bilateral para a aplicação da lei relacionada à IA.
Trump avaliou a reunião como "muito produtiva" e disse que o encontro foi positivo para os dois países. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: "Coisas tremendas vão acontecer".
Na mesma mensagem, o presidente americano voltou a rejeitar o termo "inteligência artificial". Para ele, a expressão é inadequada e imprecisa, e a tecnologia deveria ser chamada de "superinteligência". Trump afirmou que Xi pareceu gostar da sugestão e acrescentou que participantes de um encontro na noite anterior também teriam concordado com a proposta.









